Newsletter do Daniduc #30: o futuro da newsletter e porque saí da área de turismo, mudança de carreira, dicas para melhorar sua corrida, dica para usar a Siri e dois podcasts que participei

E aí? Tudo bem contigo?

É o fim de uma era, e agora é oficial: eu larguei a áre a de turismo e estou investindo tudo nesse novo projeto. Fechei a conta @ducsamsterdam no Insta (tinha mais de 27 mil seguidores orgânicos) e falei para todo mundo que agora meu trabalho é esse que você tá lendo: a Newsletter. Ponto culminante de um processo de transformação que vem ocorrendo há anos, cortei as amarras. Bem, o blog Ducs Amsterdam continua no ar, mas não será mais meu foco e nem irei promovê-lo. Agora é aqui.

Nessa edição irei contar sobre essa decisão, o que as pessoas responderam quando perguntei sobre o modelo de monetizar essa newsletter, sobre mudar de carreira, os aprendizados que tive nas duas primeiras semanas de treino para a Maratona de Amsterdam, dicas para melhorar sua corrida, o clique que me permitiu largar o açúcar, dica de como usar de maneira eficiente a Siri e os lembretes no iPhone, dica de dois podcasts que participei (um em português e um em inglês) e aquele bate papo que a gente tem toda edição.

Tá bem cheia de coisas – e você pode ler tudim, ou ler s as partes que interessar – trate a Newsletter como uma revista semanal, que você pode ler de cabo a rabo, ou só a matéria de capa, ou o que quiser, no tempo que quiser, porque ela feita para você ler do seu jeito no seu ritmo.

Vamos?

O que já rolou na newsletter (e como você pode ler)

Eu tava comentando lá em cima que a Newsletter fica disponível para você ler depois, e isso é um dos grandes motivadores de eu criar aqui. Em mídia social o conteúdo é feito para ser descartável, consumido rápido na hora e logo desaparece. É tipo um fast food do conteúdo. Pode ser até gostoso, mas não dá para ser a base. Aqui você poder ler qualquer edição, de hoje ou seis meses atrás, e continua relevante.

Por padrão eu deixo link para as três edições mais recentes, para facilitar, mas você pode usar navegação aqui, ou a busca, ou ir indo de link em link.

  • Vale a pena ler a edição #29 (o problema da imagem corporal e peso, como foi tomar vacina de COVID na Holanda, equilíbrio não é o caminho do meio e dicas para melhorar o sono)
  • Na edição #28 eu falei de dúvidas sobre veganismo, vacina na Holanda, o problema do modelo de anúncios (e uma alternativa) como consolar alguém independente de religião
  • Eu fiquei particularmente feliz com o resultado da Edição #27, que você pode ler AQUI. (como funciona a saúde na Holanda, dúvidas sobre ser ateu, tipos de corrida, dicas de livro e música, reflexão que mudou minha vida, receita de um smoothie (edição dupla))

E se ainda não está inscrito, adoraria ter sua companhia na lista, para podermos falar e você ficar sabendo com 100% de certeza quando sai uma nova edição. É só por o nome aqui (saia quando quiser):

👇Se junte ao movimento e faça parte da lista👇

O Futuro da Newsletter depende de você

Semana passada eu dei um passo grande e tornei a conta Ducs Amsterdam no Insta privada, e assumi a conta @dani.duc. Isso sinalizou de maneira clara e dramática para as pessoas que eu estava apostando tudo, All In, nessa newsletter, e turismo não é mais a minha área. Quer dizer, dizem que é impossível um negócio prosperar sem Insta né? E abrir mão de uma conta com dezenas e milhares de seguidores em favor de uma recém começando…

Pra te dizer a real, eu já havia tomado essa decisão e já até havia assumido ela publicamente. Mas ao fechar a conta, pessoal viu que eu tava falando sério. Eu estava. Lembro quando eu disse que não iria procurar emprego na Holanda, e iria fazer um blog que pagaria minhas contas. Pessoal também não achou que eu estava falando sério. “Bonito projetinho, bom hobby, daqui a pouco ele cansa”. Eu estava falando sério, como ficou claro. Naquela hora eu estava largando um emprego em TI e apostando tudo numa nova carreira.

Dessa vez eu não estou mudando de carreira – continuo sendo um “produtor de conteúdo na Internet”. Só expandi o assunto. “dá para viver disso?” “como você vai pagar as contas?” Já ouvi essas dúvidas antes.

Esse projeto ainda está na fase de estabelecer a base, de investir e ver o que funciona. Mas, make no mistake, ele irá pagar as contas. Eu sei como fazer isso. Focando o conteúdo em você. Todo criador tem um pacto com seu público. Você me dá o seu bem mais precioso – a sua atenção – e eu te dou algo digno de prestar atenção em troca. Algo que te ensine, te entretenha, te faça refletir, ou todas as anteriores. O dinheiro é consequência disso. Os detalhes técnicos variam.

Eu tenho proposto um apoio direto dos leitores. E tenho recebido, toda edição, todo mês. É um caminho que me interessa, e tenho reservas e disposição para investir nisso e ver se dá certo. Mas de novo, o foco é você. Por isso perguntei aos inscritos na newsletter o que cada um preferia. Às vezes as pessoas preferem o modelo tradicional, de anúncios, patrocínios e parcerias, em vez de pagar diretamente pelo conteúdo.

Comentei também da possibilidade de adotar um modelo misto, onde deixo anúncios, afiliados e parcerias em aberto, e ofereço conteúdo exclusivo (e sem anúncios) para quem apoiar diretamente.

A imensa maioria (praticamente todas as centenas de respostas que tive) optou pelo modelo misto. Em um distante e longínquo segundo lugar, veio o modelo de anúncio. E uma meia dúzia, se isso, disse que preferia o modelo atual, de apoio direto apenas.

Isso parece indicar que estou no modelo errado e é hora de mudar. Faz sentido. Mas tem uma observações… Vamos a alguns pontos:

  • Muita gente votou pelo modelo misto (ou de anúncios) porque se sente culpada por não poder contribuir
  • Muita gente votou no modelo misto porque acha que eu não conseguiria me sustentar com o modelo de apoio direto (“o pessoal tá sem grana, Daniduc”) e isso seria injusto comigo, e ameaçaria o futuro da newsletter
  • Algumas pessoas fizeram ressalva que ficariam tristes por não poder pagar pelo conteúdo exclusivo, caso eu adotasse o modelo misto (mesmo que elas entendessem e apoiassem minha eventual decisão por esse modelo)

Primeiro, fico muito feliz com o alto número de respostas, e com a preocupação demonstrada comigo, com a justiça de eu receber pela newsletter (mesmo quando elas mesmas não podem pagar). Muito obrigado!

Sobre as preocupações em si. A pergunta era para saber o modelo que você preferia consumir, independente do possível impacto no meu rendimento. Deixa eu explicar melhor: as vezes as pessoas preferem anúncios e parcerias, porque elas consideram como parte do conteúdo em si, uma dica extra, pela qual eu ganho, e assim um anúncio não é uma desvantagem, mas algo que é bom para elas e para mim. Com o modelo de apoio direto, mesmo que elas recebam o conteúdo de graça (sustentado apenas por quem pode/quer pagar), ele fica menos completo sem o anúncio. Por isso perguntei. E de fato, algumas pessoas citaram exatamente isso.

Outra coisa que eu queria deixar claro é que não é minha intenção deixar quem não pode contribuir se sentindo culpado. A ideia era mais criar uma comunidade, onde quem pode e quer contribuir faz, e quem não pode ou não quer (por qualquer motivo), não precisa. Se não pode hoje, quando puder apoia, e enquanto isso sempre tem jeitos gratuitos de apoiar a Newsletter. Divulgando, por exemplo. Assim, todo mês teria alguém apoiando.

Mas notei que isso realmente não é algo que as pessoas gostem, não apela pro senso de justiça delas. Independente do que eu falo, é como elas se sentem. Entendo isso. Nesse caso o modelo misto é o melhor mesmo. Quem pode contribuir ganha algo extra, quem não pode vê os anúncios ou usa os links afiliados., e sente que está certo.

Aí resta o lance de quem gostaria de poder acessar o conteúdo extra, não pode, e fica triste, ou se sente deixada “de fora”. Para isso tem algumas possibilidades.

A primeira é tornar o conteúdo extra permanente. A qualquer hora que a pessoa puder contribuir, ela tem acesso ao catálogo completo de todo conteúdo extra já produzido. Então ela não estaria perdendo nada, apenas adiando para uma data no futuro mais conveniente para ela. E quem pode apoiar agora, apoia agora e tem acesso imediato.

Outra possiblidade complementar é fazer como o Sam Harris, do app Waking Up. Ele cobra pelo app. Ele tem uma empresa que visa lucro. Porém, ele diz que se você não pode pagar, ele não quer que o motivo para você não ter acesso seja apenas dinheiro. Então se você pede, ele te dá uma anuidade de graça, no questions asked. Não precisa justificar, basta pedir, ele libera. Aí quando expira a anuidade, se você pode pagar, paga, se não pode, pede de novo. Ou cancela. Eu aceitaria fazer algo assim. Se a pessoa sente que é justo ela esperar e ver anúncio enquanto não pode pagar, ela espera, se a pessoa fica triste por estar de fora e tem um conteúdo que ela sente que precisa de um determinado conteúdo naquela hora e não pode pagar, ela me pede e eu libero por um tempo. O que você acharia disso?

Seja qual modelo for, pode confiar que eu vou fazer da melhor maneira possível. Eu já trabalhei com modelo de anúncio/parceria/afiliados com grande sucesso no Ducs. Eu estou cheio de ideias para o modelo misto, com conteúdo exclusivo. E não se preocupe com a newsletter acabar por eu não conseguir ganhar dinheiro com ela. Eu não vou me apegar a um modelo que eu tenho na minha cabeça e se ele não funciona, eu fecho a lojinha. Eu adapto. Eu mudo. Eu nunca vou culpar os outros por não ter conseguido e sair batendo o pé. Eu vou avaliar o que não está funcionando e mudar. Como diz o meme: “Improvise. Adapte. Supere”.

Enquanto isso, eu continuo contando sempre com seu apoio. O botão abaixo leva pro PayPal e permite você escolher a quantia (

Porque estou saindo da área de turismo

E já que estamos no assunto, deixa eu responder uma pergunta que muito me fizeram: por que eu saí da área de turismo? Tudo bem fazer a Newsletter, mas o turismo vai voltar logo mais, por que não fazer os dois? Bem, a minha ideia era essa. Até 2020.

Vamos por partes. Por que sair da área de turismo? Essa vontade não era nova e veio surgindo em 2019. Como dá para notar lendo os arquivos da Newsletter (já indiquei isso né?), a partir do fim de 2018, minha vida mudou bastante, e com ela meus interesses. Passei a estudar outras coisas, aprender outras coisas e com isso, compartilhar outras coisas. Não que as contas não precisem ser pagas, obviamente, e foi por isso que resolvi fazer o Ducs dar lucro: para eu poder continuar fazendo o Ducs, em vez de ter de fazer outra coisa para pagar as contas. Eu já paguei conta com muitos tipos de trabalho diferente, de gerente de projetos a administrador de sistemas. Enquanto eu queria aprender sobre tecnologia eu trabalhei com isso. Quando virou um trabalho burocrático e estressante para mim, eu fiz o que pude para sair dele e ir fazer outra coisa.

Sim a oportunidade surgiu com a mudança para a Holanda. Mas o período de construção de base durou pouco… logo a Carla saiu do projeto que pagava o suficiente para sustentar os dois, e tive de fazer a escolha: apertar os cintos e fazer esse negócio de blog pagar conta ou arrumar um emprego regular. E isso com a notícia de que a nossa saguizinha estava a caminho e iríamos virar pais. Escolhi fazer do Ducs um negócio e uma renda. Fiz muito do Ducs fora do horário comercial, começando a trabalhar nele após as seis da tarde e indo até depois da meia noite, e passando fim de semana direto. Eu ficava cuidando das crianças até a hora da Carla chegar do trabalho, entregava a janta e as crias para ela e ia para o segundo expediente (e ela assumia o segundo expediente dela pondo as crianças para dormir e segurando no fim de semana todo enquanto eu investia no Ducs). Foi um esforço tremendo (e não sem consequências), mas eu fazia o que gostava e acreditava. Virou.

A mudança de interesses

Depois de 2018, porém, eu comecei a mudar. O blog continuava, mas depois de um par de anos na verdade ele me incomodava, porque não refletia mais que eu era. As melhores cervejas de Amsterdam? Eu não bebo mais. A mais gostosa torta de maçã? Eu desapeguei do açúcar e doces. Como eu iria recomendar a Heineken Experience? É sequer possível fazer um blog de turismo profissional sem esse tipo de atração mainstream?

Além disso, eu estava francamente o meu interesse criativo havia mudado comigo. Escrevendo sobre Amsterdam desde 2007, eu lancei as bases criativas do blog de turismo em português, e muita das atrações que hoje são mainstream entre os brazucas fui eu quem descobriu e promoveu. Desafio achar menção a cervejaria do moinho em português antes do Ducs. Fazer o Ducs nunca foi burocrático, sempre foi uma questão criativa. Quando a Casa da Anne Frank lotou a ponto da maioria das pessoas não conseguir ingressos, eu descobri e promovi uma alternativa, que muito foi copiada depois. O problema é que meu coração e interesses estavam agora em outro lugar. Enquanto eu tinha interesse em criar conteúdo sobre Keukenhof, eu fiz – e ganhei dinheiro. Eu mostrei os temas anuais, eu fui ao Keukenhof no outono quando ele estava fechado, fui o primeiro blog brasileiro a ir na pré abertura do Keukenhof, eu falei sobre o novo portão…

Era possível manter a roda girando para manter a renda? Claro. Mas eu não resolvi viver de blog para ficar burocraticamente promovendo atração para vender ingresso só porque isso gera dinheiro. Mesmo porque, se apenas vender ingresso for o objetivo final, melhor investir em Facebook ads ou Adwords, tuchar seu link afiliado na landing page otimizada para converter no funil de vendas. Nada de errado nisso, é uma arte em si, apenas marketing digital não é a minha paixão. Criar conteúdo é. A venda de ingressos e passeios existia para sustentar o conteúdo, não o inverso.

Desafios da área de turismo

E aí tem a problemática do turismo em si. Querendo ou não, o turismo de massa estava gerando problema nas comunidades que o recebia. A comunidade da qual eu era parte. A cidade de Amsterdam, depois de mais de uma década incentivando o turismo, estava agora sofrendo com ele, e querendo se afastar disso. Por onde eu olhava na comunidade, eu via o inverso: criadores e empresas se digladiando para massificar cada vez mais, para manter as vendas. Com a comissão por venda sendo baixa, uma renda alta só é possível com compra em massa. E isso estava criando problemas reais. Para sobreviver, o setor de turismo (e por tabela, dos de blogs de turismo) esse desafio teria de ser abordado de frente. O que eu via por toda a parte era pessoas falando de “promover experiências”, quando eu acreditava (e acredito ainda) que a chave para o setor sobreviver é “sustentabilidade. E era nessa tecla que eu iria bater, durante o período de transição para a nova área.

E era esse a base do meu plano no começo de 2020. Eu iria aos poucos migrar meu conteúdo para meu novo interesse, e ir ao mesmo tempo mudando o meu conteúdo de turismo para refletir novos interesses e começar a falar sobre esse novo desafio. Cheguei a rascunhar um post sobre o problema do turismo de massa, alternativas e como eu acreditava que a chave para o setor era a sustentabilidade. Deve estar em um dos meus cadernos. Entre janeiro e fevereiro de 2020, chamei reunião com meus parceiros mais próximos para falar disso. Um, eu gostaria de eventualmente sair do setor de turismo para falar de outras coisas, e dois, eu iria falar de turismo para ajudar com essa problemática. Cheguei a viajar para Lisboa e Berlim, para falar com Cultuga, Agenda Berlim (blogs parceiros – e para vê-los, claro, são amigos), além da Get Your Guide (sede em Berlim). Aqui em Amsterdam falei com Ticket Bar e Andantes na Holanda. A última reunião foi no fim de fevereiro. Me deu um alívio. Eu não tinha um plano, mas ao menos tinha um novo norte.

Aí o mundo caiu.

2020 aconteceu: ficar caído ou mudar?

O golpe foi forte, e meu negócio, que passei 13 anos construindo, a maior renda que já tive, desapareceu em 15 minutos de uma conferência de imprensa do governo holandês em 15 de março de 2020. Não voltou até agora.

Aliado aos tempos de incerteza, eu enfrentei outros desafios: a Carla ficou dois meses de cama, meu melhor amigo sofreu um AVC (ele está se recuperando bem), eu tive COVID, depois precisei operar um dos olhos devido a minha condição genética (e aceitar que perdi a maior parte da visão do olho direito), levar minha gata de 16 anos de idade, que adotamos ainda no Brasil, para ser sacrificada no veterinário por câncer avançado e intratável. No meio disso tudo, eu pensei: bem, se o plano era mudar mesmo… vamos mudar. Como? Em vez de apenas fazer um blog, resolvi fazer essa newsletter.

E aqui estamos.

Mudar de carreira reloaded: alguns pensamentos

Já falei um pouco aqui na edição #21, mas mais sob o aspecto da idade. Vamos falar um pouco mais (embora vou repetir a dica do exercício que dei). Mudar de carreira, dá trabalho não é fácil. As contas precisam ser pagas, e isso é um fato da vida. O que a gente as vezes não percebe, é que temos mais influências do que pensamos em como elas serão pagas. Sim, as contas precisam ser pagas, mas eu estou disposto a pagar a conta de uma mudança? Ganhar menos, reajustar padrão de vida, trabalhar mais, conviver com insegurança, tanto financeira quanto emocional (que será muito atiçada pelos outros, especialmente se seu trabalho envolve lidar com o público). Tem que ter jogo de cintura – nem sempre a mudança vem do jeito que planejou. E tem que estar preparado para perceber que as vezes, no fundo, não era o que você queria. Uma boa maneira de arruinar um hobby ou uma paixão é acoplar um monte de stress, cobrança e coisa chata a ela.

Okay, mas teria sido possível eu mudar sem o apoio da Carla? Para responder a isso tenho que entrar no reino da especulação. É complexo. A Carla teria conseguido mudar para a Holanda sem o meu apoio? Ela me diz que não – desde eu ter insistido para ela fazer inglês bem antes de sequer a ideia de sair do país nos ocorrer, investindo uma boa soma do nosso estrito orçamento (do qual eu era de longe o maior salário), a eu topar de cara abrir mão de tudo no Brasil (incluindo uma segunda faculdade com projeto aprovado e mestrado engatilhado) para vir com ela, passando por fazer a janta pra ela, e de maneira geral estar presente e compartilhando e aprendendo e ensinando juntos. Eu digo, por outro lado, que sim, ela conseguiria. Possivelmente seria mais difícil. Mesma coisa eu mudar de carreira. Conseguiria sem o apoio dela? Acho que sim. Mas seria mais difícil. Mais difícil ainda, porque tanto ela mudar de país para uma carreira internacional quanto eu mudar de carreira e virar blogger não foi fácil.

E como lidar com o medo de mudar de carreira?

Esse é meu ponto: nunca é fácil. Sempre vai ter dificuldades, e daquelas bem grandes. O que não vale é usar as suas dificuldades, ou ajuda que outros tiveram, como desculpa para inação. Sempre dá para achar uma excelente e perfeitamente razoável razão para se ficar onde está. O que é okay, desde que ficar onde está é o que você quer, não o que você tem medo de mudar. Porque assim, medo você vai ter. Dúvida também. Incerteza. Tudo isso. Eu tive e tenho. As questões são:

  • Estou onde quero estar? Quero mesmo mudar?

Mas e aí? Como lidar com o medo? a lidar com o medo. Nisso o exercício de “fear setting” do Tim Ferriss é bem útil. Ele está no original em inglês aqui nesse link.

Não manja inglês? Olha o TED talk dele, e liga a legenda em português.

No fim, é sempre aquela questão: nunca é fácil, para ninguém. Todo mundo que muda algo, teve medo de mudar. Todo mundo que consegue mudar algo, consegue apesar das dificuldades, não pelas facilidades. A gente sempre tende a buscar explicações extras para alguém ter feito algo que desejamos mas estamos com medo de tentar. Isso ajuda a contar uma história na nossa cabeça que justifique não sequer tentar mudar. Questione a história. Olhe embaixo dela e veja o que você realmente quer. E aí aja (ou não) de acordo com seu plano.

Dica de um podcast que participei sobre carreira (em português)

Eu participei do podcast Carreira sem fronteiras, onde falei de ser blogueiro profissional, e os desafios disso. Eu ter mudado a área (turismo) não mudou minha carreira. Ainda sou blogueiro, ainda estou produzindo conteúdo. A mudança de carreira foi quando sai da área de tecnologia pra virar blogger. Então muita coisa que está lá no episódio vale ainda. Ouça:

O link para o episódio é esse aqui.

Treinando para a Maratona de Amsterdam – Resumo da semana em treinos

Em outubro irá (esperamos) acontecer a Maratona de Amsterdam, e eu entrei num plano de 18 semanas de treino. Para comemorar o processo, eu tirei a barba, resetei, formatei o HD. e vou deixar crescer de novo, dezoito semanas até a prova (depois eu vejo).

Dezoito semanas…. é… vai ser bastante corrida. E treino de força. E cross training (que vai ser remo no rio Amstel. começo segunda que vem). Mas já estou na segunda iniciando a terceira.

A primeira semana foi relativamente tranquila, só para aquecer. Teve um 10K rápido, mas não a toda velocidade. (eu expliquei os tipos de corrida na edição #27), o resto foram corridas mais tranquilas. Na segunda a chapa começou a esquentar – literalmente, já que está calor aqui na Holanda. Os aprendizados dessas duas semanas.

  • Esparadrapo de microporo nos mamilos. Mulheres raramente precisam disso, desde que usem sutiã de corrida (sutiã de algodãozinho não é uma boa ideia). Homens saem com a camiseta técnica direto no peito e isso pode causar atrito nos mamilos. Dói, viu. Um bandaid ou esparadrapo resolvem (embora tirar pode ser infeliz, com os pelos….)
  • Vaselina na testa, acima das sobrancelhas ajuda a desviar o suor para não escorrer nos olhos.
  • Água de coco é o Gatorade da natureza. Domingo fiz um longão de 18K no calor, levei 500ml de água de coco e 500ml de água. Sequei as duas garrafas. E ainda parei rapidamente num bebedouro no caminho.
  • Eu comecei a correr com um dispositivo para abrir as narinas e permitir uma melhor respiração pelo nariz. Na edição passada eu dei dicas sobre sono, e mencionei que estava usando um adesivo no nariz para dormir, para melhorar minha respiração. Tentei correr com ele, mas foi um fail. O suor fazia o adesivo soltar. Daí comprei esse dispositivo aqui. E de fato melhorou minha respiração (embora seja um pouco estranho de colocar e usar, mas acostumei).
Isso não é um piercing 😀

Se você quer seguir meu treino mais de perto, estou registrando tudo no Strava, até o que estou escutando e vestindo e comendo durante os treinos.

O aquecimento que estou segui essa semana:

E agora o desaquecimento:

Dicas para você melhorar sua corrida

Vá mais devagar

Essa eu já repeti milhões de vezes, e vou continuar repetindo, porque é o erro mais comum dos corredores. De longe. A nossa tendência é fazer toda corrida no máximo da nossa capacidade, tipo, a maior velocidade que a gente consegue fazer pra aquela distância (ou a maior distância que a gente consegue naquele tempo). Isso é basicamente transformar todo treino numa prova. Isso resulta em fadiga, sabotando os ganhos, lesão (forçando demais os músculos tendões e articulações sem dar tempo para recuperação), doença (treinar somente em alta intensidade o tempo todo baixa sistema imune), e burn out da corrida. Correr rápido demais é o motivo número um de pessoas desistirem e correr, ou acharem que correr é horrível, ou só sofrimento.

Ao ouvir isso, o próximo erro do corredor é baixar um pouco a velocidade, para aquela zona que a gente sente que está trabalhando, mas não no máximo. Saímos da zona vermelha e vamos para a zona amarela. O problema dessa zona é que ela vai levar à estagnação, a um platô na sua corrida, onde você até corre, mas não fica muito mais rápido, nem mais resistente. Logo chega um limite e a gente não vai nem mais longe nem mais rápido. E isso pode ser desestimulante.

O que eu quero dizer é para correr REALMENTE devagar. Em baixo esforço mesmo. Numa velocidade que você consiga cantar. em voz alta. Apreciando a paisagem. Esse esforço vai tornar sua corrida mais agradável, vai te permitir correr mais vezes, e vai desenvolver sua resistência aeróbica, te deixando mais eficiente. Como o tempo, você pode introduzir alguns treinos rápidos, ou mesmo uns piques de 200 metros no meio da sua corrida. Mas a maior parte é devagar mesmo. E você vai notar com o tempo que irá focar mais rápido com o mesmo (baixo) esforço. E sua corrida irá melhorar. Deixe os outros de ultrapassar. Ou eles não sabem o que estão fazendo, e estão cometendo o mesmo erro que você cometia, ou eles sabem, e já correram um monte e estão bem desenvolvidos na corrida. Nos dois casos, você não vai ganhar nada tentando ultrapassar essa pessoa.

2. faça exercícios de apoio

A gente passa o dia todo sentado, a vida toda, desde a escola. Nosso corpo não foi feito para sentar tanto, mas ele se adapta o melhor que ele pode a isso. Ele encurta músculos, amacia articulações, desativa estruturas. Ele fica muito eficiente em sentar e olhar para baixo na tela do seu celular (ou laptop). E aí de repente você decide sair correndo. Seu corpo fará o melhor que ele puder para te levar correndo, mas você precisa ajudá-lo nessa nova adaptação. Existem exercícios de alongamento e mobilidade, e de força e estabilidade que te tornarão um corredor melhor. Já falei de apps e vídeos no YouTube para treinar de casa na edição #22.

Mas vou deixar um vídeo de mobilidade que segui:

O resultado:

3. Priorize repouso (especialmente sono)

Os ganhos do exercício não acontecem durante o treino, mas no período de repouso. Funciona assim: o exercício estressa o corpo, causa micro danos, que são consertadas e reparadas, e corpo aproveita e reforça e melhora as estruturas para lidar melhor com o próximo estresse. É um mecanismo muito eficiente de estímulo e resposta, que permite adaptação às exigências do ambiente. Pois. Esses consertos e reparos não têm como acontecer durante o exercício! Isso acontece no período de repouso. Especialmente sono. Na edição passada eu listei algumas dicas práticas para você melhorar seu sono.

Se você não dá esse período para seu corpo realizar os reparos, eles irão se acumular, e em vez de ficar mais forte, você vai ficar mais machucado.

Treino = exercício + repouso

4. Pense no que está comendo

Sabe a reconstrução que falei na dica anterior? Pois, você precisa dar a matéria prima adequada para seu corpo se reconstruir mais forte. Não só a energia (calorias), mas os nutrientes. Muito da comida industrializada ocidental é rica em calorias, mas muito pobre em nutrientes. Você já precisa normalmente desses nutrientes, mas agora ainda mais. Se você vai reparar uma casa, matéria prima de baixa qualidade vai comprometer o resultado, e seu corpo é muito mais que a sua casa. Ou se você prefere outra analogia, não adianta por gasolina ruim em carro de corrida.

Comidas naturais, gostosas e nutritivas são o seu combustível. Seu corpo merece.

5. Curta o processo

Nenhuma atividade dura se você não curte o processo e foca somente com o resultado. O resultado é efeito colateral do processo. Se correr é um sacrifício para você, cedo ou tarde irá largar. Não tem força de vontade que dure para sempre. A chave é achar a graça do processo, e para isso é preciso se aproximar dele com uma certa curiosidade, uma mente aberta, tentando aprender e entender que graça que isso tem, afinal.

Correr é a oportunidade de se conectar com seu corpo, de estar consigo mesmo e ao mesmo tempo fora de si. Cante. Difícil? Diminua o ritmo. Respire. É a oportunidade de ver o mundo lá fora, redescobrir sua cidade ou bairro. Ou de ouvir um podcast, um livro, suas músicas favoritas. Ou apenas seus pensamentos, ou sentir o ritmo repetido de seus passos, passos, passos, sentindo sua respiração e a pura alegria de estar se mexendo. É um privilégio se mexer. Movimento é vida. Sinta a vida retornando ao seu corpo, tanto tempo preso.

Respire.

“Ah, eu queria correr, mas não consigo”

Caminhe. Corra um pouquinho, Caminhe. Corra mais um pouquinho.

“Ah mas eu detesto correr”

Se você não aprendeu a correr, como pode dizer que detesta? Lembra o que eu disse sobre aprender e abordar o processo com curiosidade e mente aberta?

Mas na verdade eu quero dizer reaprender. Porque antes de todo esse tempo sentado, você sabia correr, quando criança. Note que nenhuma criança detesta correr. Elas correm o tempo todo, especialmente quando estão felizes e brincando.

Você não detestava correr quando era criança. E sou capaz de apostar que ainda não detesta. Você só esqueceu como fazer.

Mas pode reaprender.

Dica de podcast que participei (em inglês)

Esse podcast do Amsterdam Mamas é antigo já. Mas ainda está no ar. Eu conversei sobre gender roles, trabalhar cuidando dos filhos e coisas assim. Está em inglês. Eu cheguei a participar de um outro com temas similares em português, mas a pessoa tirou do ar.

Dica de tecnologia (Apple): usando a Siri para manter sua lista de compras e outros lembretes

A Siri leva muita crítica, e tem toda uma discussão de porque ela ficou para trás de outros assistentes eletrônicos: a Apple argumenta que não fica coletando e cruzando os dados da sua vida para deixar ela mais esperta, mantendo sua privacidade, enquanto que Google e afins são basicamente stalkers. Não vou entrar no mérito, porque não tenho conhecimento suficiente sobre isso. O que eu sei é que na próxima versão do iOS, a Siri vai rodar no próprio iPhone, sem usar os servidores da Apple. Ela argumenta que isso deixará a Siri mais ágil sem comprometer privacidade. A ver. O que eu sei é que você já pode usar a Siri pra coisas legais agora, basicamente para evitar de ficar abrindo celular e abrindo app e menu. Timers, tocar música, esse tipo de coisa rola bem. Mas para mim o que me fez de fato usar a Siri foi com os Reminders (Lembretes? Como é o nome desse app em português?).

Pôs a roupa na máquina de lavar? “Hey Siri me lembra em 1h12 de colocar a roupa na secadora”

Sagui tem que levar boletim assinado amanhã? “Hey Siri, me lembra amanhã as 7h30 de confirmar que Sagui tá levando boletim”

Condomínio? “Hey Siri, me lembra todo dia 15 de pagar condomínio”

Ela entende local também: “Hey Siri, me lembra toda vez que chegar em casa de lavar as mãos”.

E a minha favorita: manter lista de compras compartilhada. Primeiro, vá no Reminders e crie uma lista, chamada de Lista de Compras.

Compartilhe isso com a pessoa que também faz compras na casa, via iCloud (clica no círculo com três pontinhos no canto superior direito, Compartilhar lista”). Okay, agora é só chamar a Siri toda vez que notar algo faltando.

“Hey Siri, adicione Brilhantina à minha lista de compras”. Tá cozinhando, mão no tomate, notou que a cebola está nas últimas? Nada de melecar seu celular. “Hey Siri, adicione cebola à minha lista de compras”.

Ela remove coisas da lista também. E sendo compartilhada, ajuda muito no gerenciamento da casa.

O clique que me fez desapegar do açúcar

Desde metade de 2019, ou seja, há uns dois anos agora, eu desapeguei do açúcar. Foi mais ou menos na mesma época que virei vegetariano (vegano veio depois, em dezembro de 2019). Eu era completamente viciado em açúcar e tinha tentado parar já algumas vezes, totalmente sem sucesso. Quer dizer, eu conseguia algumas semanas, e aí voltava pior que antes.

Por açúcar quero dizer o ingrediente adicionado nos alimentos, não o termo técnico/químico. Eu certamente ainda consumo frutas in natura, por exemplo, que tem açúcar como um dos seus nutrientes. O que eu desviciei foi de comer doces, e de preparar coisas colocando açúcar ou variantes para adoçar. Não tomo suco de frutas, onde as fibras foram removidas, onde o açúcar natural fica solto e dissolvido. Mas como a fruta, onde ele está no meio das fibras e como parte integrante da fruta. Eu não como bolos, sorvetes, jujubas, esse tipo de coisa. Não adoço café nem chá (nem com adoçante). Não tomo refrigerante (nem diet).

O que era impossível antes ficou de repente fácil, com um clique. Eu aprendi (no livro sobre evolução do corpo humano, que indiquei na edição #3) que nós evoluímos num ambiente de alimentos com bastante fibras e baixa caloria. Nós fomos otimizados para funcionar nesse contexto. Como açúcar solto, energia pura, era algo bem raro, nós desenvolvemos um gosto por ele, uma fissura, para nos motivar a procurar e, quando achar, comer o máximo que der (porque sabe-se lá quando a gente iria conseguir calorias grátis assim). Bueno… nós não vivemos mais assim, e hoje temos um ambiente artificial onde o que mais tem é caloria grátis. Nosso corpo não sabe lidar com isso tudo de caloria solta. Todos os nossos sistemas ficam sobrecarregados com esse monte de açúcar solto. Pior ainda se vem basicamente só o açúcar, mas quase nada dos outros nutrientes que a gente precisa, e ainda passamos o dia todo sem mexer o corpo para conseguir esse combustível.

E esse foi o clique. A gente não precisa de açúcar solto, nós conseguimos perfeitamente bem sobreviver com os açúcares contidos nos alimentos integrais e com fibras e nutrientes. Na verdade, mais do que não precisa, uma grande quantidade desse açúcar solto causa toda sorte de problemas, e o único motivo para termos fissura nele é porque ele era muito, muito raro. A solução? Emular o mais possível esse ambiente. Comer os alimentos integrais iria me dar a energia que preciso, e deixo os açúcares simples para intra-treino, no meio das corridas mais compridas, quando já gastei as reservas do músculo, e a energia precisa estar disponível imediatamente para eles continuarem o esforço (daí os famosos gel de carboidratos).

E foi o que eu fiz. Consumindo carboidratos integrais, e alimentos ricos em nutrientes, eu simplesmente não precisava do açúcar mais. Ele estava sobrando. E pude descobrir toda uma nova gama de sabores, que ficavam enterrados e abafados debaixo do doce melecado do açúcar adicionado – inclusive o amargo do cacau puro, que adiciono regularmente ao meu café da manhã, um “chocolate” na sua expressão verdadeira. Adoro!

Hoje eu consumo algum açúcar, no contexto de corrida. Com isso, quero dizer, com o aumento da intensidade dos treinos, chega um momento que o combustível armazenado no músculo acaba antes do fim do treino, e é preciso reabastecer no caminho, ou seja, comer algo ao mesmo tempo que corre. Só que o combustível tem que entrar rápido na corrente sanguínea, e deve ser de fácil digestão (não dá para desviar sangue dos músculos para o sistema digestivo). Nesse contexto, açúcar simples é a melhor resposta. Tanto que existem gels de carboidratos (basicamente uma pasta de açúcar saborizado) criados para esse propósito. Eles servem como combustível: o que é consumido é queimado na hora, e nem particularmente gostosos são. O melhor deles que achei até hoje é da marca Maurten, que tem o sabor neutro (sem saborizantes adicionados,, é basicamente um gel de açúcar). Uso apenas para as corridas mais longas e intensas. Para corridas longas mas menos intensas, uma banana serve bastante bem. Ou barrinhas caseiras de tâmaras.

Ë claro que comer um chocolate amargo de vez em quando não vai fazer mal, ou lá pelas tantas no meio do verão dá para tomar um sorvete. Mas o que eu percebi que eu me apoiava muito nesse “de vez em quando” e “lá pelas tantas”, racionalizando cada vez que consumia como sendo uma exceção e consumo em moderação. E nisso comia açúcar todo dia, seguro na minha “moderação”. Só quando tive o clique, desafiei essa percepção, larguei totalmente é que de fato virou um uso específico e ocasional. Nem sempre o equilíbrio é o caminho do meio, como falei aqui.

Frase da semana

“Quando você está crescendo, tende a ouvir que o mundo é do jeito que ele é, e a sua vida é apenas viver dentro desse mundo. Essa é uma vida muito limitada. A vida pode ser muito mais ampla, uma vez que você descobre um fato simples: tudo ao seu redor, aquilo que você chama de “vida”, foi feito por pessoas não mais espertas do que você. E você pode mudar, você pode influenciar isso. Uma vez que você descobre isso, você nunca mais será o mesmo”

Steve jobs

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Um abraço e até a próxima edição!

Daniduc

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