Newsletter do Ducs #15: Frio congelante, canetas tinteiro, um esporte surpreendente e muitos vídeos legais

E aí? Tudo bem contigo?

Essa semana foi a semana de inverno em Amsterdam: tivemos pacote completo, de neve a canais congelados (até o Rio Amstel congelou!). A última dessas foi em 2018, então já tinha uns três anos.

Vou colocar fotos espalhadas entre as dicas da newsletter. Essa edição tem caneta tinteiro, um esporte surpreendente (ou três), um pouco de cultura holandesa, links para vídeos bacanas – um pouco para cada um.

Espera, você é novo aqui? Ou talvez tenha perdido alguma edição? Tem nada não. Aqui estão os links para as três últimas edições:

Tem bastante coisa bacana lá – a minha ideia é fazer uma newsletter que te acrescente algo mesmo que você leia muito depois dela ter saído. É uma das coisas que me incomoda na efemeridade das mídias sociais: se você perdeu um dia de story, já era. Você fica forçado a entrar num ritmo ou perder, e isso só gera stress e sério, já temos stress suficiente na vida, né não?

Então, as newsletter estão lá, as dicas continuam valendo e deixa eu te contar um truque: para acessar qualquer edição, coloca o endereço assim:

https://daniduc.net/newsletter-X/

Onde o X é o número da edição que você quer ler. Tem todas lá (menos a primeira edição, por motivos técnicos. Essa só os assinantes OG têm). Mas já dá para fazer um binge-read e matar todas as temporadas até agora na sequência.

De toda forma, sempre ponho o link direto pras três últimas edições. E para receber a próxima no seu email, é só entrar na lista:

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Certo? Então vamos começar. Bem-vindo.

Holanda congelou por uma semana…

As temperaturas caíram por alguns dias e a Holanda foi tomada pela febre dos patins no gelo: toda poça que comportava um holandês patinante estava com um holandês feliz a patinar. Ou vários.

A ponto de ter rolado discussão no país se podia patinar nos canais dada as restrições do Corona. Podia, que o Primeiro Ministro não queria revolução. Fez ressalvas, mas liberou.

Holandês leva patinação em gelo natural bem a sério. Ah sim, isso faz diferença: pistas lisinhas e perfeitas não fazem o coração batavo cantar não. ele quer os corpos d’água naturais, as folhas, os riscos, os galhos, imperfeições e saliências da Mãe Natureza. E essa paixão é ainda mais ardida porque é rara: pode passar anos sem um frio desses de fazer rio virar pedra.

E quando acontece do frio ser sério mesmo, daqueles de fazer pinguim chorar, os holandeses clamam pela mais épica, mais rara das corridas de patins, uma ultra maratona por rede de canais congelados ligando 11 cidades pelo norte do país, em Frisland: a elfstedentocht!

Palavra de Holandês da semana: elfstedentocht

Calma. Respira. Vai fazer sentido num minuto. Eu já comentei que holandês é uma língua-lego? Pois é assim: eles adoram pegar palavras e juntar para montar outras palavras. Você gosta de Lego? Pronto, já tem um motivo para gostar de holandês.

Elfstedentocht é uma dessas palavras-lego.

Elf: Onze
Steden: Cidades
Tocht: Tour, grande volta

Elfstedentocht: Tour das Onze Cidades.

A corrida das corridas, mais de 200 km por canais congelados, quando o país literalmente para para ver 15 mil participantes zunirem pelo gelo natural em temperaturas extremas. É altamente antecipada por ser um evento extremamente raro.

Somente com quinze centímetros de gelo na maior parte dos canais é que eles são liberados pra corrida. E pra isso é preciso um frio que não ocorre com frequência – desde 1909, ano da primeira, só houve quinze corridas. Em um século!

Talvez por ser tão rara ela seja tão especial, e os vencedores são sempre lembrados, seus nomes viram lendas. Só que a coisa toda é mais pela farra do que pela glória, e em 1933 os dois primeiros colocados, quando se aproximavam do fim dos exaustivos 200 quilômetros de patinação, se deram as mãos e cruzaram a linha de chegada juntos, numa pura demonstração de holandesice. Na próxima Elfstedentocht, de 1940, os CINCO primeiros colocados se deram as mãos e cruzaram a linha juntos, empatados. A organização do evento proibiu a prática, ameaçando com pronta desqualificação quem fizesse isso. Pelas 4 Elfstedentochten seguintes todos se comportaram, mas em 1956, de novo os cinco primeiros colocados desafiaram a organização e cruzaram a linha de chegada de mãos dadas, empatados. A organização cumpriu o prometido desqualificando todo mundo, e a corrida não teve vencedores. Ausência de vencedores que, desconfio eu, cabe bem no espírito da coisa.

Mas esse ano não fez frio o suficiente – e mesmo se tivesse feito, dezenas de milhares de pessoas se aglomerando em tempo de Corona seria obviamente inviável, então já avisaram de antemão que não ia ter, independente do frio.

E o país segue sonhando com a sua primeira Elfstedentocht do século 21.

Porque eu e uma galera ainda usa caneta tinteiro

Olhe para essa pessoa e me dia: eu tenho cara de quem usaria caneta tinteiro?

Okay, eu confesso. Eu uso, curto e não estou sozinho. Tem toda uma comunidade de hobbystas e entusiastas da caneta tinteiro, mas pra falar a verdade não precisa ser nem um nem outro pra usar. Como se fazia antes da Bic, aliás. Todo mundo usava. Caneta tinteiro era tipo o smartphone da época: ninguém saia de casa sem.

Mas aí veio o golpe: canetas descartáveis ganharam o mercado e meio que expulsaram a tinteiro para o nicho. Só que agora está na hora da Aliança Rebelde….

E nem precisa ser por motivos “românticos” ou para ser hipster-diferente irônico-cool. Canetas tinteiro têm vantagens reais sobre a praticidade massificada da Bic-descartável.

Opa, eu disse descartável? Essa é a primeira vantagem: tinteiros não são plástico descartável. Uma caneta tinteiro de qualidade média dura, com alguma manutenção, décadas. Uma super bem feita dura século, se for bem cuidada e receber reparos.

Isso tem vantagem não só no aspecto ecológico (sério, chega de plástico usa-joga fora), mas no aspecto afetivo: um objeto que te acompanha a vida toda, e para além dela, sendo usado e cuidado, ganha uma história e serve de lembrança da sua passagem por esse planeta para quem herdará. De uma tacada, deixamos de herança um planeta mais limpo e uma memória afetiva nossa.

Por falar em registro: escrever à mão é um jeito de deixar um registro altamente pessoal de nossa vida. Sim, claro, papel é frágil, mas até aí arquivos digitais são também. O autor Walter Isaacson, que escreveu a biografia do Steve Jobs e do Leonardo da Vinci comentou que temos 25% dos diários de da Vinci – porcentagem mais do que Jobs conseguiu recuperar dos seus emails dos anos 90 para o livro. Eu sei que não tenho nenhum arquivo digital dos anos 90.

Além disso, escrita a mão é algo muito mais pessoal – a sua letra é sua!

E a tinteiro te dá motivos para escrever a mão. Primeiro é muito mais suave de usar do que uma Bic, desliza no papel, varia a linha, permite escolher e mudar tintas (que vêm em infinitas variações, tons e propriedades).

Além disso, o lance de dar manutenção (qualquer instrumento para durar, requer alguma manutenção) é uma oportunidade de parar um pouco com a correria do dia a dia, dedicar um tempinho para um trabalho manual, até meditativo. Eu sou voluntário para limpar e trocar, além das minhas, as tintas das canetas da Carla também. Adoro.

Canetas tinteiro têm personalidade também. Dificilmente duas vão escrever igual, ou ter o mesmo feeling na mão. Nem sendo da mesma marca e modelo.

E os canhotos? Ah, pode usar sim (sagui mais novo é canhoto). Tem muitas dicas para os lefties usarem tinteiro (desde mudar a pega da caneta, a usar tintas de secagem rápida e outras.)

Ah, mas suja os dedos de tinta? Pode acontecer, fato, sendo canhoto ou não, quando vai carregar ou limpar. Sai com água e sabão, mas eu não ligo, sinceramente.

Eu gosto de praticidade, não me entenda mal. Uso iPhone e adoro tecnologia em geral. Porém, às vezes no ímpeto de cortar tempo, acabamos cortando coisas importantes, e em nome da praticidade acabamos tento no lugar uma conveniência pasteurizada e descartável que impacta o planeta e nossa alma. E olha, dá para ter os dois: como eu disse, eu escrevo no computador e com caneta tinteiro. A Newsletter é um exemplo: eu planejo ela durante a semana no caderno com tinteiro, e depois escrevo e edito no computador. Dá para ter os dois – e sua alma também.

Perguntas e respostas: como começar com canetas tinteiro?

O primeiro passo é escolher uma caneta que seja confiável, boa mas básica. As firulas podem vir depois, se você curtir e quiser investir no hobby.

Alguns modelos bons para iniciar;

  • Lamy Safari: uma caneta alemã da tradicional marca Lamy, de plástico basicamente indestrutível. Tem um bazilhão de opções de cores, é fácil de achar (aqui na Europa tem em papelaria de esquina, mas mesmo para importar é uma das mais comuns). Ela tem muitas opções de espessura de pena (eu começaria com uma pena Média. Pena de caneta em inglês é nib), e é bem confiável. A potencial desvantagem: ela tem um apoio triangular para os dedos, que força você a segurar a caneta do jeito mais padrão. Se você costuma segurar a caneta de outro jeito, pode estranhar.

A Lamy Safari aceita cartuchos de tinta ou um “conversor” (converter), que é vendido separadamente. A vantagem do conversor é que ele permite você usar tintas de garrafas, em vez de ficar trocando os cartuchos. Além de menos plástico descartável, você ganha acesso a todas as tintas de todos os fabricantes, ao passo que no cartucho, você só pode usar as tintas que a Lamy vende em cartuchos. Eu acho que vale a pena (sem trocadilhos).

Veja modelos de Lamy Safari na loja Appelboom da Holanda.

  • Twsbi Eco: o modelo Eco da Twsbi tem a vantagem de vir com um compartimento interno para tinta, dispensando tanto o cartucho quanto o conversor. De um preço bem acessível (para canetas tinteiro), e uma escrita confiável, também oferece muitas opções de cores. É uma excelente caneta. Porém, é um tanto mais cara do que a Safari, e você tem que comprar uma garrafa de tinta junto (a Safari já vem com um cartucho de tinta azul).

Veja modelos de Twsbi Eco na loja Appelboom da Holanda.

Aí seria legal você procurar um caderno com papel mais legal para escrever. Sulfitão de impressora tende a ser muito absorvente e espalha tudo a tinta, fica feio.

Infelizmente a Moleskine, que costumava ser boa, há muito deixou cair a qualidade e o papel não se presta muito para caneta tinteiro. Prefira cadernos da Leuchtturm1917.

Se você quiser investir um pouco mais, pode procurar por cadernos que usam papel japonês do tipo Tomoe River. Desses, meu favorito é o caderno The Author, da GLP Creations. Flexível, prático, leve, vem com papel mata borrão, virou meu caderno padrão. É inclusive conde faço meu journal.](https://daniduc.net/journal-diario-vantagens/). Tem inclusive dicas para canhotos usuários de caneta tinteiro.

Um bom canal no YouTube (em inglês) para aprender o básico (e o avançado) de caneta tinteiro é o do Goulet Pens(aliás uma excelente loja nos EUA, já comprei deles varias vezes e sempre foi uma ótima experiência).

Recomendo especialmente a playlist Fountain Pen 101 (essa aqui)

Com isso dá para começar, e como diria Obi-Wan Kenobi: “Good. Your first step into a larger world”.

Se você tem uma pergunta para a seção de Perguntas e Respostas da Newsletter, responde esse email e manda ver!

Do movimento natural, Parkour e pega-pega profissional

Você conhece Parkour? Talvez sim, e tenha imagem de pessoas dando cambalhotas alucinantes em lugares perigosos. Mas na real esse é apenas um estilo do Parkour, onde o objetivo é o “estilo”, a acrobacia pela acrobacia, com ênfase no estilo. Parkour eem sua origem tem um aspecto mais prático: baseado no movimento natural do corpo humano, o Parkour se propõe a desenvolver força, equilíbrio, agilidade, coordenação e confiança para permitir explorar de maneira completa o seu ambiente, se mover com eficiência e ter autonomia para si e capacidade de ajudar outros.

A história do Parkour tem origens num oficial da marinha francesa, George Hébert, que lá nos anos 1900 estudou o movimento natural das crianças e desenvolveu um sistema de treinamento e fitness completo. Um dos lemas de Hébert era “ˆtre fort pour être utile” – Seja forte para ser útil. Ele dizia “apenas sendo forte você pode ser útil em situações difíceis”. chamou seu sistema de Método Natural. Ele implementou percursos de obstáculos naturais e variados, como parte do treino de marinheiros e soldados. Mas depois de um tempo o método foi abandonado.

Anos depois, o Método natural foi redescoberto nos anos 80/90 por David Belle, um francês que estava curioso sobre o método de treino que o pai dele havia aprendido na juventude explorando os antigos percursos de obstáculos. Ele foi recriando o método, usando o que tinha à disposição, treinando para fazer coisas de fato úteis e interessantes, descobrindo seu ambiente conforme treinava.

Disso virou todo um movimento, os “percursos”, ou “parcours” em francês, que virou Parkour.

Apesar de eu não praticar, a filosofia de “ser forte para ser útil” é algo com que me identifico muito. Foi um dos principais motivadores para eu começar a treinar a parte física, negligenciada por décadas no pensamento estagnado de “sou geek/nerd, odeio correr e fazer exercício”. Movimento é vida, nossos corpos evoluíram para isso e sem ele, adoecem.

Não por coincidência, o Érre (@hastagfeet no Insta), meu amigo que me inspirou a começar a treinar, é praticante há anos de Parkour. Apesar do meu esporte principal ser a corrida (que amo e não pretendo abandonar), lembro de um treino com ele no Amsterdamsebos, onde corremos, pulamos, andamos em cima de cercas, carregamos troncos e subimos em árvores, usando o parque conforme o descobríamos. Épico.

Vídeo muito bacana de Parkour com três mulheres praticando Parkour. Sério, veja! É curtinho, menos de 3 minutos. Uma das coisas legais do Parkour: é realmente unissex.

Uma brincadeira que virou esporte

Um dos outros aspectos da filosofia raiz do Parkour é que ele é contra competição. Hébert era contra competição – o Método Natural era sobre cooperação. Sem medalhas, notas, rankings, faixas. Essa tendência existe até hoje no Parkour… Mas esses dias eu descobri um esporte competitivo que tem tudo a ver com Parkour.

Pega-pega.

Sério! Existe um esporte organizado de pega-pega! Consiste de uma área cheia de obstáculos (são padrão, definidos, iguais em todas as “quadras” de pega-pega”). Certo? Dois times, de 5 ou 6 pessoas se alternam.

Em uma perseguição um atleta foge (“evade”) e outro persegue (“chase”). Se o atleta que foge conseguir ser “pego” (tocado) por 20 segundos, ele ganha um ponto e permanece fugindo. Se ele for pego, ele sai da quadra, e o perseguidor assume o papel de fugir. Melhor de 15, com os atletas se alternando.

Oficialmente não é uma competição de Parkour, mas adivinha quem se sai melhor no esporte? Os tracers (praticantes de Parkour), claro!

E cara, eles VOAM! Eles passam ATRAVÉS das coisas, como se na quadra gravidade fosse opcional, Jedis da vida real, quicando, escorregando e fazendo o pessoal do Matrix parecerem amadores. É maravilhoso!

E tem tudo, tudo a ver com Parkour, que começou no movimento natural das crianças, um esporte ser uma evolução de uma brincadeira infantil.

Vendo os atletas, é legal notar o fair play. Eles se cumprimentam e abraçam depois de cada perseguição, mesmo disputas em final de campeonato mundial sendo resolvidas cordialmente.

Eu passei um tempo assistindo vídeo após vídeo de partidas de pega-pega, fascinado. Que ideia legal!

Melhores momentos do 4 Campeonato de World Chase Tag

Por ser um vídeo de melhores momentos, tem mais tags do que evasions – naturalmente já que o evasion (evitar a captura) é o que dá o ponto, mas é mais comum o atleta conseguir ser pego. Ah, note o porte dos atletas. Você não olharia nenhum deles na rua e diria “noooossa que fortão”. Mas eles são muito… muito fortes. Só que têm uma força natural, não hipertrofiada.

Canal no Youtube de World Chase Tag.

Frases da semana

“Movimento é um grande remédio; é o sinal para todas as células do nosso corpo que, independente do dano que sofremos, estamos prontos para reconstruir e nos afastar da morte em direção à vida”

Christopher McDougall

“Empatia, os gregos acreditavam, era a fonte de força, não fraqueza; o quanto mais você reconhecia de você nos outros, mais resistência, sabedoria, esperteza e determinação você poderia acessar”

Christopher McDougall.

“Obstáculos se encontram em toda parte, e em superá-los nós nos nutrimos”

David Belle

Esse vídeo está em inglês, mas se você entende vale a pena: um artista explica 11 níveis diferentes de complexidade possíveis em um auto retrato. E no processo ele basicamente dá toda uma teoria de arte e desenho, do simples ao avançado. Ele meio que condensou minha faculdade de artes plásticas em vinte e poucos minutos. Impressionante!

Pensamento da semana

O futuro é consequência do agora. Se a gene fica com o pensamento sempre no futuro, negligencia o momento presente e, portanto, não tem como influenciar nenhum dos dois.

III Encontro Ducs

Esse sábado dia 20/2/21 as 20h15 de Amsterdam (16h14 de Brasília) vai rolar o III Encontro virtual Ducs. Para agradecer as pessoas que têm apoiado essa newsletter com contribuições avulsas e mensais, eu estou fazendo um encontro mensal via Google Meeting, onde podemos falar por uma hora do que quisermos. Pode fazer pergunta, contar e ouvir histórias, dar feedback, risada e desestressar um pouco.

Sobre as contribuições: esse trabalho só é possível graças ao apoio direto de quem lê, construindo aquela ideia de cortarmos os intermediários do nosso papo, onde não preciso me preocupar em agradar robô para poder sustentar o trabalho.

Todo final da newsletter tem um link para o PayPal onde você pode contribuir com qualquer valor, por uma vez ou mensalmente. Como forma de agradecimento, eu organizo o encontro e coloco o nome dos apoiadores do mês em toda newsletter.

OBRIGADO!

Obrigado pela sua companhia!

E independente de contribuição, se você leu até aqui fica meu muito obrigado e carinho pela companhia. É um prazer falar contigo nessa jornada.

Se quiser, manda a newsletter para alguém que você acha que vai curtir, e ajude a divulgar essa inciativa alternativa.

Um abraço e até sábado (ou semana que vem). A neve já derreteu. Mas agente segue.

Daniel – daniduc.net

Muito obrigado aos apoiadores mensais:

Andre U. M.
Camila M. P. G.
Luciana W.

E muito obrigado aos apoiadores de fevereiro

Janaina T. P. do C.
Gianni C.
Sofia M.
Lucia Helena d. S. T.
Maria Lucia A. L. d. M.

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