Dicas para correr no frio de maneira segura

Amsterdam é uma cidade excelente para correr nas ruas, e dá até dó de ficar dentro de uma academia quando se pode estar cruzando a cidade plana e linda… Mas e no inverno? E quando bate o frio? Para a corrida? vai para uma academia mesmo…? Nah… Não precisa. Dá para correr no frio mesmo!

Correr no frio em Amsterdam
(Foto: Shutterstick)

Eu aprendi a correr no frio de Amsterdam….

Em novembro de 2018 eu encarei o inverno da Holanda que se aproximava e pensei: “quer saber? Vou começar a praticar corrida na rua!”

Claramente eu nunca tinha corrido na vida, já que me pareceu uma excelente ideia sair no escuro, na chuva, no vento que cortava a alma em finas camadas. Doeu. Mas eu aprendi a correr no frio e no inverno de Amsterdam… e e agora vou te dar as dicas para você aprender com (um pouco) menos dor…

1. Compre roupas adequadas para correr no frio

Você vai precisar de uma roupa que seja ao mesmo tempo leve e quente, que te isole do frio mas não retenha o suor… O melhor é você pedir ajuda na loja de corrida, claro.

O que eu fiz foi ir à Decathlon da estação Bijlmer Arena. (Eu dei a dica da Decathlon de comprar roupas lá no meu artigo sobre como curtir o frio e a neve em Amsterdam). Enfim, fui na seção de corrida e comprar blusa de manga comprida, calça, luvas e uma jaqueta sem mangas. Usei o inverno todo, incluindo temperaturas de -6°C, e também na chuva, e segurou bem. Lembre-se que você vai esquentar durante a corrida, mas, yeah… algum frio vai passar. Não tem muito jeito…

Correr no frio em Amsterdam
(Foto: Shutterstick)

2. Pense na sua segurança: use luz e faixas reflexivas

Inverno na Holanda quer dizer noites compridas e correr no escuro. Preste atenção para que as suas roupas tenham faixas reflexivas, e compre uma luz de segurança, daquelas que você coloca no braço. De novo, eu comprei a minha na Decathlon, mas tem em qualquer loja de corrida daqui (já via na Perry, Run2Day e várias outras).

E por falar em segurança: não ponha seu fone de ouvido tão alto que você nã escute o ambiente, e se for um fone com isolamento, veja se tem como desligar esse feature.

3. Aqueça antes de sair de casa para correr no frio

Essa eu demorei para aprender. Antes de sair na friaca de Amsterdam para sua corrida, aqueça ainda dentro de casa. De aquecimento não tô falando apenas dos alongamentos dinâmicos, mas algo que eleve um pouco a sua pulsação: pule no lugar, corra no lugar, enfim… não precisa ser algo forte, ams apenas para fazer seu sangue começar a circular enquanto você ainda está protegido.

4. Não fique parado no frio depois de correr

Planeje sua rota de corrida de modo a terminar pertinho da sua casa, para evitar de andar ou ficar parado exposto. Parou de se mexer, entre em local aquecido o mais rápido que der.

5. Se o chão estiver com gelo ou neve, não corra

Sim, é épico, correr pela Amsterdam nevada, se sentindo um viking, mas essa pose toda acaba em uma pirueta triplo mortal com lesão de ego (ou pior, bem pior). Sério, não vale o risco. Mesmo que você não caia, para manter o equilíbrio você acaba mudando a passada e correndo torto, ou com uma forma inadequada, o que pode prejudicar seu treino e sua saude.

(Foto: Shutterstick)

Dicas extra: E a motivação para correr no frio?

Eu te entendo. Sim, super entendo. Lá fora, frio. Chuva. Escuro. Aqui dentro, quentinho. Conforto. Seu cérebro te dando os mais razoáveis e plausíveis argumentos racionais de porque não correr hoje.

“Você tá cansado. Não vai dar tempo de fazer o treino certinho, você vai se atrasar. Nessa chuva o treino não vai render tanto, e você pode fazer amanhã com mais calma, sem chuva, mais recuperado.”

Tudo faz muito sentido. Mas você sabe que não é verdade. Nessa hora, eu não escuto meu cérebro. Ele é muito bom de argumentos, mas nem sempre sabe tudo. Eu escuto meu corpo. Em corrida, ele manda.

Seu corpo precisa de exercício regular. Seu corpo precisa de movimento e não do falso conforto da imobilidade. Descanso é uma coisa. Inação é outra. Seu corpo sabe a diferença. Escute-o.

Eu deixava meu cérebro falar e falar. Ele argumentava comigo, eu eu concordava… calçando os sapatos. Ele me dava mais um motivo excelente pra não correr hoje. Eu ouvia… ligando a luz de segurança.

Eu não brigava nem contra argumentava. Só deixava ele continuar falando… e escutava meu corpo. Enquanto um dizia “fica”, o outro sussurrava: “vamos”.

Eu ia.

Vamos?

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