Newsletter do Ducs #5: Recompensas Ducs, meditação e mais coisa que cabe numa frase

E aí? Tudo bem contigo?

Essa é a quinta edição da newsletter. Se você tá chegando agora, bem-vindo… e ainda dá tempo de ler:

Beleza, vamos pra newsletter dessa semana.

Recompensas Ducs de Novembro!

Okay, estou empolgado com essa: Eu comentei que iria lançar as recompensas do Ducs – uma opção para você ter uma coisa bacana e o meu trabalho ser possível sem o uso de ads/anúncios, onde você é o foco.

A ideia é simples: ninguém quer uma conta mensal. Então eu pensei eu todo mês oferecer a oportunidade de você optar por uma recompensa, variando o tamanho dela. Isso dá oportunidade de você ter algo extra quando você quiser (e/ou puder). Pode um mês? Vamos juntos! Esse mês não deu? Mês que vem tem mais.

E se você não escolher nenhuma das recompensas, seja por que motivo for…. nada muda pra você. A newsletter vai continuar chegando, com as mesmas dicas.

Se você quiser saber mais, expliquei com mais detalhes AQUI.

Se você já está convencido e quiser ver as recompensas, basta ir pro fim da página AQUI.

Ah, e estou criando conteúdo no blog também, além da newsletter. Por exemplo:

Novo post sobre meditação e como ela mudou minha vida (quais os benefícios da meditação

Vou ser sincero contigo: eu sempre achei que meditação era coisa vazia sem aplicação prática no mundo real. Primeira vez que ouvi falar, foi com os hippies, e para o Daniel adolescente mais interessado em Ramones e quadrinhos, era só uma desculpa para não fazer nada. Preferia ouvir metal. Mais recentemente virou uma buzzword-chavão marquetento para vender livro de auto ajuda no mundo corporativo.

Eu estava errado. Para quem me pergunta quais os benefícios de meditação (dica: não é desestressar, ou parar de pensar), eu expliquei alguns aqui nesse post novo no blog.

Festas holandesas, parte 1: Sint-Maarten

Fim de ano na Holanda e entramos em algumas das festas infantis mais importantes daqui, e não estou falando do Natal, mas dois santos muito comemorados aqui.

Dia 11/11 (quarta passada) é dia de Sint-Maarten (São Martinho em português). Conhecido aqui como Halloween holandês, é na verdade bem mais tradicional e importante do que Halloween.

As criancinhas holandesas se fantasiam, fazem uns lampiões com várias formas e cores iluminados com um uma luzinha de led e saem pelas ruas de casa em casa, cantando musiquinhas tradicionais, sendo recompensadas com uma guloseima. Muitos comércios locais fazem disso um evento, doando produtos para as crianças. É uma festa.

É super bonitinho ver a noite de novembro anunciando o escuro de fim de ano (em dezembro anoitece 16:30) sendo iluminada pelos lampiões carregados cantantes criancinhas holandesas…

Ou seria, se não fosse o “Corona Crisis” como dizem aqui. O governo pediu para todos ficarem em casa. Fuém. Os meus saguis comemoraram na escola e depois aqui em casa, onde eles cantaram para gente as musiquinhas. A gente se adapta.

Festas na Holanda, parte 2: Sinterklaas

Ah, o Sinterklaas, Sint para os íntimos. A sua festa oficialmente é só dia 5 de dezembro, mas a mobilização do país começou essa semana também.

O Sint é muito mais antigo do que o Papai Noel. Alguns dizem que o velho Noel se baseou no Sint trazido por colonizadores holandeses nos EUA, mas isso é discutível. Há algumas semelhanças (barba branca, chapéu vermelho, presentes para crianças bem comportadas, ambos baseados no São Nicolau), mas há diversas diferenças: Sint é magérrimo, anda a cavalo (nada de trenós voadores) e mora não no Pólo Norte mas na Espanha. Yeah, Sint não curte frio.

E ele chega na Holanda de barco a vapor (não tenho palavras) nessa semana. Há toda uma grande festa para receber o Sint, chamada de Intocht. Ele passa essas semanas entre novembro e o 5 de dezembro passeando pela Holanda e vendo quais criancinhas foram boas quais não foram enquanto ele tava na Espanha.

Eu tô falando que os holandeses levam a sério: não só cada cidade faz a festa para receber o Sint (tem um ator “oficial” para o papel), como tem um jornal diário na TV (passa na NTR) relatando as aventuras de Sint vindo pra Holanda. Começou essa semana. Meus saguis não perdem um!

(A gente em geral não deixa eles verem TV em dia de aula, só fim de semana, mas o Sinterklaasjournal passa na escola, é uma batalha perdida. O Sint comanda a atenção nacional).

Esse ano Sint está levando em conta a pandemia e distância social de 1,5m. E até onde meus saguis contaram, hoje o barco a vapor dele está a deriva porque acabou o carvão. Será que ele consegue resolver isso a tempo para a intocht em Rotterdam amanhã?

Emoções.

O lado complicado da lenda do Sint: Zwart Piet (Pedro, O Negro)

E com a chegada da época do Sinterklaas, chega a controvérsia do Zwarte Piet. Não conhece a figura tradicional do ajudando do Sint e nem pode imaginar o motivo da controvérsia? Dá uma olhada:

Yeah. Okay. Preciso falar? Isso já tava dando treta antes do #BLM de 2020. Imagina agora.

Quer saber mais sobre a origem dessa figura, qual a discussão gerada, como isso afeta a sociedade holandesa e o que estão fazendo para mover a tradição?

Leia meu post de 2016 mas ainda totalmente atual (foi até citado em trabalhos acadêmicos, apesar da minha linguagem daniduquística altamente informal)

(Spoiler: hoje ele é só Piet)

Dicas de livros

How to do Nothing – resisting the attention economy, de Jenny Odell

Um dos livros responsáveis por eu estar iniciando esse novo formato de trabalho, focado em uma interação mais humana. entre quem cria e quem consome conteúdo. Bom, eu já estava extremamente incomodado com o ataque à nossa atenção feito pelos donos dos algoritmos, eu já estava incomodado com o fato de eu estar perdendo essa guerra sem saber como nem porquê, e eu já queria uma alternativa.

Daí veio o livro da Jane e pôs em palavras o problema do começo. Isso se juntou à minha prática de meditação (se você leu o post que falei lá em cima vai entender a ligação), e… BOOM!

(mente explodindo)

O livro faz uma cuidadosa jornada pela história da economia da atenção, como se desenvolveu, como ela age e os efeitos na nossa vida, explorando nossos instintos (que são uteis), passa para uma defesa da nossa humanidade e acaba virando um verdadeiro manifesto. É… impressionante. Uma hora eu desisti de grifar o livro… estava grifando capítulos inteiros.

Depois de processar o livro, resolvi fazer algo a respeito. E você está sendo parte disso.

Na Amazon em inglês – não achei tradução em português 🙁

What I talk about when I talk about Running (Do que eu falo quando falo de corrida) de Haruki Murakami

Você já ouvi alguém falar que corrida é meditação em movimento? Sendo alguém que medita e corre, eu acho totalmente verdade.

Nessas memórias do Murakami, o ofício da escrita e a prática da corrida se misturam numa meditação sobre construção de uma vida. Escrever, correr, pensar – treino, treino, treino. Vida, como condicionamento, é construída ao longo do caminho, um passo por vez.

Se você escreve, lê, pensa, vive – qualquer um pode se identificar nesse relato altamente pessoal, mas totalmente universal.

Na Amazon em português.

Frases da semana

“Let everything happen to you, beauty and terror. Just keep going. No feeling is final.” (Deixe tudo acontecer com você, beleza e terror. Apenas continue. Nenhum sentimento é final)

Rainer Maria Rilke.

“Try to realise it’s all within yourself. No one else can make you change” (Tente perceber que está tudo dentro de você. Ninguém mais pode fazer você mudar)

George Harrisson

Dica de canal de Youtube (música)

Um cara pega um instrumento de brinquedo chamado Stylophone (basicamente um sintentizador tocado com uma caneta) e faz covers de músicas famosas clássicas. Os covers são inacreditáveis. A qualidade é… dá até tontura de pensar a minúcia do trabalho do cara em transformar TUDO da música original (vocal incluso) em um stylophone. E o resultado é surpreendentemente legal de ouvir – como se você estivesse vivendo num universo 8 bits pixelado.

O canal é esse aqui.

(Obviamente o cara é músico profissional).

Ouve só esse cover de All along the Watchtower.

Até semana que vem

Como sempre, muito obrigado pelo seu apoio e companhia. É um imenso privilégio contar contigo nesse projeto, algo meio fora do padrão, sendo construído um passo por vez sem uma fórmula – como a vida.

Keep going🤘

Um grande abraço e espero que tenha um excelente fim de semana!

Daniel Ducs / Daniduc

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