Newsletter do Ducs #4: Dicas de livros e corrida, notícias da Holanda

E aí? Tudo bem contigo?

Essa é a quarta edição da newsletter, o que quer dizer que tem um mês que eu comecei esse novo projeto. Mas já? Bem, a brincadeira está só começando, mas se essa é a sua parada, a newsletter sempre tem um link pra você sair.

Agora… Se você tá chegando agora, bem-vindo… e dá para ler a EDIÇÃO #2 AQUIe a EDIÇÃO #3 AQUI

Beleza, vamos pra newsletter dessa semana.

Salvo por uma cauda

Que semana! Começou com um metrô em Rotterdam passando reto por uma barreira e sendo salvo de cair no abismo pela escultura de uma cauda de baleia. Yeah, eu sei. WTF. Olha a foto:

Fonte da foto: Dutchnews.nl

O susto mensal das sirenes holandesas

Bem no clima da primeira segunda feira do mês, quando tocam as sirenes da defesa civil no país (dando aquele susto mensal – passageiro se você mora qui tem tempo e lembra “ah é, as sirenes” ou mais sério se você tá de passagem ou mudou agora).

Quié isso? Well, toda primeira segunda feira do mês a defesa civil holandesa testa seu sistema de alarmes. Até uns anos atrás, isso era exclusivamente através de sirenes – sabe aquelas que você houve em caso de bombardeio aéreo ou ataque do Godzilla? Essas.

Um par de anos, eles passaram a usar também o sistema de alarme por celular (eu sei ativar no iPhone. Vai em Ajustes, Notificações e vai até o fim da tela, laááá embaixo. Vai ter a opção Alertas de Emergência (se estiver disponível no seu país).

Aí em vez de você ter um infarte com as sirenes, terá com um ALARME que vem de todos os bolsos presentes no seu ambiente ao mesmo tempo. É divertido, você vai ver, a patota toda rindo as bandeiras despregadas ao ver que foi apenas um teste.

(Bom, melhor que não ser um teste né? 2020…)

O que leva 100% das pessoas a perguntarem: e se tiver uma emergência de verdade ao meio dia de uma primeira segunda? Well… primeiro, se forem as sirenes, veja se elas param dee tocar ao meio dia e um. Depois, entre on line em sites de notícia confiáveis. Há uma boa chance de que algum deles esteja reportando um lagarto de 25 metros soltando fogo no meio da cidade.

E se for no celular, vai ter uma mensagem dizendo oque está havendo e o que fazer.

Em todos os casos, de emergência reais ou não: NÃO ENTRE EM PÂNICO (e tenha uma toalha).

Novas regras para controle do corona na Holanda

A segunda onda entrou pegando forte e o Governo Holandês se viu obrigado a tornar mais estritas as medidas que já tinham entrado em vigor. A lista de todas as medias eu mantenho atualizada no meu post no Ducs aqui

Vida é esporte de resistência: é preciso treinar para ela

Bom, continuar treinando é essencial, para saúde física e mental (a vida é esporte de resistência: é preciso treinar para ela), e mesmo no auge da pandemia em Abril, era permitido sair para uma hora de exercício ao ar livre (sem sintomas, é claro). Não estamos tão estritos quanto Abril: eu ainda posso usar a academia, por uma hora, por exemplo.

Eu estava usando antes para fazer aula coletiva de musculação (respeitando o limite de pessoas e distância de 1,5m), mas agora elas foram suspensas, e tenh que treinar sozinho. No lockdown do primeiro semestre eu treinei em casa, calistenia (usando apenas o corpo e equipamentos bem básicos). Tinha voltado à musculação agora.

Musculação e calistenia são esportes de apoio para meu esporte principal. Depois de ter feito uma meia maratona (virtual) que me deixou bem feliz, tirei duas semanas para correr apenas regenerativo, corridas leves, sem treino estruturado.

Agora resolvi fazer dois meses de treino para bater meu tempo nos 5K. Essa distância Não é a minha favorita – é curta o suficiente para exigir um esforço cardíaco alto e comprida o suficiente para extender esse esforço ao limite. Acho mais desconfortável correr 5K no máximo (com objetivo de melhorar tempo, não como treino) do que uma meia maratona (21,1K) no máximo. Cada uma exige uma “marcha” diferente do corpo, e a marcha alta do 5K é mais desconfortável.

Porém, é importante para desenvolver capacidade explosiva e pode ser bem útil nos últimos quilômetros de uma prova de meia maratona, quando a gente sobe a marcha para o arranque final. Então a gente treina para ter o que quer, mesmo quando não é nossa parte favorita.

Se você não se desiscreveu por causa dessa seção técnica de corrida, e até se interessou mas não sabe como começar, eu contei todo o meu processo de aprendizado sobre corrida, com todas as dicas, de qual app usar a como escolher um tênis, até dicas de musculação e treino em casa, até minha estratégia para correr uma meia maratona num seu melhor tempo. É um post gigante, mas vai te levar pela minha história na corrida, e te dar vários caminhos a seguir.

Dicas de livros (ficção e não ficção)

Born to Run (Nascido para correr), de Chris MacDougall

Ah, o bestseller internacional que iniciou todo um movimento pé-no-chão, digo, pé-descalço. Olha, eu acho que o livro é bem intencionado, mas no afã de contar uma boa história, o Chris apaga um monte de nuance, e joga conclusões que merecem ser examinadas com mais cuidado. Não é como se a Nike fosse responsável pela epidemia de pessoas com pés fracos e sujeitos a lesões: o modo de vida ocidental, sim, do qual a Nike faz parte, mas é bem mais extenso que isso, tem mais a ver com criar corpos fracos. E não é só pular e sair correndo descalço para desfazer o estrago – tem todo um trabalho de transição, e que vai muito além da corrida (veja o que falei na seção anterior e no meu post de corrida sobre exercícios de apoio e alinhamento). E usado com consciência e trabalho cuidados, tem vantagem, sim, em usar tênis de corrida com amortecimento.

Por que então eu recomendo o livro? Porque a história é MUITO BOA! O autor sacrifica tudo em nome dela, o que pode ser problemático, mas o resultado é uma excelente história sobre corrida e a relação humana com ela. Pode ser um fato antropológico real ou não, mas não importa: o sentimento que nascemos para correr é verdadeiro, existe e isso vem de um cara que ODIAVA correr (eu). Se você nunca entendeu a graça da corrida, pode ser que esse livro te de um isight. E se você é apaixonado pela corrida… vocÊ vai se identificar. Nos dois casos, você vai se divertir.

(Aparte: Eu só odiava correr porque eu não sabia como. Quando você não sabe o que está fazendo, até sexo é ruim).

Na Amazon em Português

Ah, o bestseller internacional que iniciou todo um movimento pé-no-chão, digo, pé-descalço. Olha, eu acho que o livro é bem intencionado, mas no afã de contar uma boa história, o Chris apaga um monte de nuance, e joga conclusões que merecem ser examinadas com mais cuidado. Não é como se a Nike fosse responsável pela epidemia de pessoas com pés fracos e sujeitos a lesões: o modo de vida ocidental, sim, do qual a Nike faz parte, mas é bem mais extenso que isso, tem mais a ver com criar corpos fracos. E não é só pular e sair correndo descalço para desfazer o estrago – tem todo um trabalho de transição, e que vai muito além da corrida (veja o que falei na seção anterior e no meu post de corrida sobre exercícios de apoio e alinhamento). E usado com consciência e trabalho cuidados, tem vantagem, sim, em usar tênis de corrida com amortecimento.

Por que então eu recomendo o livro? Porque a história é MUITO BOA! O autor sacrifica tudo em nome dela, o que pode ser problemático, mas o resultado é uma excelente história sobre corrida e a relação humana com ela. Pode ser um fato antropológico real ou não, mas não importa: o sentimento que nascemos para correr é verdadeiro, existe e isso vem de um cara que ODIAVA correr (eu). Se você nunca entendeu a graça da corrida, pode ser que esse livro te de um isight. E se você é apaixonado pela corrida… vocÊ vai se identificar. Nos dois casos, você vai se divertir.

(Aparte: Eu só odiava correr porque eu não sabia como. Quando você não sabe o que está fazendo, até sexo é ruim).

Na Amazon em Português

Quiet (O Poder dos Quietos) de Susan Cain

 E por falar em se identificar com livros… o Quiet da Susan Cain me fez me sentir compreendido e muita coisa na minha vida fazer muito mais sentido. Eu sou um introvertido (introvert). Um introvertido gosta de interações sociais, mas elas custam energia emocional. Extrovertidos, por outro lado, recarregam energias emocionais com interações sociais. Isso explica porque eu preciso de momentos de solidão e descompressão (na outra newsletter eu falei sobre meu retiro de uma semana no norte da Finlândia), enquanto que outros precisam estar em grupo, interagindo o tempo todo.

Esse é apenas um dos mais básicos insights que tive ao ler o livro. Mas eu tive outros – eu passei não só a me entender melhor, mas a entender outras pessoas, extrovertidas, melhor. Isso me ajudou muito – inclusive a entender minha filha mais velha, que é uma extrovertida.

O livro também dá insights sobre como resolver conflitos sobre os dois perfies, e faz a importante ressalva: ninguém é 100% introvertido nem 100% extrovertido. É um continuo, uma escala com infinitos pontos e combinações. Mesmo dentro de peris gerais, ainda somos únicos.

Muito interessante.

Na Amazon em português.

Frases da semana

“Coragem é mais estimulante do que o medo e no longo prazo é mais fácil. Nós não temos que nos tornar heróis da noite para o dia. Apenas um passo por vez, enfrentando cada coisa que surge, enxergando que não é tão terrível quando parece e descobrindo que temos a força para encará-la”

Eleanor Roosevelt.

Dor é inevitável. Sofrimento é opcional”

Mantra de diversos ultramaratonistas, atribuida á incontáveis pessoas na internet.

Palavra de holandês da semana (pequena história da minha sagui)

Essa semana que passou assistimos Star Wars – A New Hope em família pela primeira vez. Atrasou um pouco a estréia dos saguis na tradição familiar de Star Wars por um motivo inusitado: é difícil achar Star Wars dublado em holandês e os saguis não falam (ainda, começa a ser dado na escola com 9 anos) inglês. A Disney aqui não tem dublado nem em português.

Well, como a sagui mais velha já lê legendas rápido o suficiente, fomos de inglês com legenda em holandês mesmo.

No fim do filme, ela diz, do nada:

(Ela): Oooooooh, o da máscara preta é o pai do Luke, não é? Eu aposto que é! Ele não matou o pai do Luke, ele É O PAI!

(Eu, tentando salvar o mega spoiler): Huh… espera para ver como a história vai no próximo film…

Ela: ELE SE CHAMA VADER! EU LI NA LEGENDA! Eles falam o tempo todod VADER! Eu pensei “de quem será que ele é pai?” Do Luke, só pode!

Vader (se lê (faáter e não vêider) em Holandês quer dizer Pai.

¯\_(ツ)_/¯

(Se era um spoiler pra você eu até peço desculpas, mas vai… a essa altura o filme tem quase 50 anos e eu não consegui poupar o spoiler nem da minha filha de 9 anos).

Até semana que vem

Obrigado por estar comigo e por ter lido até aqui. Se você gostou e quer se juntar ao movimento, coloca seu nome na lista aqui:

Um grande abraço e espero que tenha um excelente fim de semana!

Daniel Ducs / Daniduc

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