Newsletter do Ducs #16: como tornar suas corridas mais fáceis, uma história mais fantástica que a lenda, a ascensão dos ultramaratonistas, caneta tinteiro brasileira

E aí? Tudo bem contigo?

Espero que você tenha tido uma boa semana. Nessa edição eu vou contar uma história verdadeira mais impressionante do que a lenda, dar a dica que vai fazer suas corridas ficarem mais fáceis (evitando o erro mais comum de corrida), contar como pretendo dar a volta numa ilha, falar de uma série na Netflix que pode mudar sua vida, caneta tinteiro brasileira linda…

E antes de começar, vou fazer uma pequena correção da newsletter passada. Perdeu? Pode acessar os três últimos números (sempre numa versão corrigida) aqui:

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Vamos lá!

Uma pequena correção sobre o pega-pega profissional

Edição passada eu falei sobre as origens do Parkour e um esporte profissional que tem tudo a ver com esse espírito de atividade e movimento natural: pega-pega. Tá na edição 15, e vale a pena ler.

Só que na descrição eu cometi um pequeno erro e inverti a pontuação. O correto é assim: o atleta que está fugindo (evading) conseguir evitar captura por 20 segundos, ele ganha um ponto e tem oportunidade de fugir de novo, do próximo atleta do time adversário. Se ele for pego (sofre um tag), não há pontos. O atleta que foi pego sai da arena, e o pegador passa a fugir do próximo participante do time adversário.

Fugiu? Ponto! Foi pego? Sem ponto, e rodam os atletas.

As fugas são bem mais raras: em geral há um tag. Mas para falar a real, os pontos para mim nem importam tanto: eu acho fascinante ver as perseguições, com os atletas flutuando e quicando como se na arena tivesse um campo antigravidade, quando na verdade é só treino, força, agilidade e destreza. São 20 segundos intensos! E serve de inspiração e lembrança de que movimento é alegria, não sofrimento, como qualquer criança correndo no parquinho demonstra, mesmo num simples pega-pega.

Enfim, já comentei sobre isso na edição passada (com link para vídeo).

Aproveito para lembrar também que coloco todas as edições no blog, com as correções necessárias (uma vez que não posso mudar um email já enviado), e melhorias visuais que não tenho como colocar no email.

Se você achar algum erro na newsletter, por favor manda pra mim que eu corrijo na versão do blog.

Peço desculpas pela inversão. Segue o jogo 🙂

A Holanda semana passada

Espero que você tenha tido uma boa semana. Aqui em Amsterdam tivemos uma virada impressionante de tempo, saindo de rio e canais congelados para levar os saguis para tomar sorvete…

Fez 16 graus positivos, e os holandeses decretaram primavera e saíram para curtir o sol ao ar livre (o sorvete foi take away para as crianças, o que pode no lockdown)…

Falando em lockdown: as medidas atuais valem até 2 de março. No dia 23/2 vai ter outra conferência de imprensa para dizer qual o plano a seguir.

Pra falar a real, não espero grandes mudanças. Seguimos nessa maratona, um passo depois do outro. Aliás, uma das coisas que sou muito grato por ter aprendido com corrida de longa distância: resistência.

Corrida de longa distância me ensinou resiliência mental

Em corridas de longa distância, é preciso uma certa resiliência mental… e isso foi uma das coisas que me atraiu especificamente na longa distância.

Existem vários tipos de corrida, de sprints / curta distância, a jogging (onde o objetivo é melhorar a saúde, não necessariamente se desenvolver no esporte), a meia distância a corrida de resistência/longas distâncias.

Eu gosto do sentimento meditativo de entrar num ritmo e manter ele por um longo tempo, observando a paisagem, ouvindo um podcast ou livro, ou apenas os meus pensamentos. passo, passo passo. Inspira. Respira.

Amo.

Por isso fico muito feliz demais que finalmente eu pude voltar a correr. Devido a cirurgia (falei dela na newsletter #13) eu tive que parar um mês, e cara, fez falta.

Tanto que quando voltei eu me inscrevi numa ultramaratona.

Oooops.

O que é uma ultramaratona…

Okay, okay, calma. Respira, Daniel, respira. A prova é 2022, o que aumenta as chances tanto dela acontecer quanto de eu de fato terminar.

Primeiro, o que é uma ultramaratona?

Tem a ver, em princípio com a distância. Corridas de sprint ou curta distância são as provas até 500 metros. Você manja, a prova na olimpíada dos 100 metros rasos é uma das mais famosas.

Daí as distâncias de 800 metros até 3200 (cerca de 2 milhas) são consideradas de média distância.

E aí tem o meu xodó: longa distância. Existem muitas distâncias possíveis para provas, como 5 milhas e 10 milhas, mas as mais comuns e populares são:

5K
10K
Meia maratona: 21.1K
Maratona: 42.2K
Ultramaratona: qualquer distância maior que uma maratona, mas mais comum de 50K para cima.

Yeah. Foi numa dessas que eu me meti. 60K, para te dizer a verdade.

O erro mais comum de quem começa a correr (e porque tanta gente diz que odeia corrida)

Um par de anos atrás eu nem conseguia imaginar como um ser humano conseguiria correr 60 freaking quilômetros, se eu tava morrendo em 10 minutos!

Isso existe?

Demorou um tempo para eu entender que eu estava confundindo tudo.

Primeiro, eu estava confundindo prova com treino.

Em uma prova, a gente corre determinada distância no esforço máximo que se consegue para aquela distância.

Eu confundia prova com treino porque a única maneira que eu sabia correr era no esforço máximo o tempo todo. Eu corria todas as distâncias como se fosse a final olímpica dos 100 metros rasos. Adivinha? Eu só conseguia correr 100, 200 metros, e daí eu começava a me sentir miserável, e cada passo passava a ser tortura em forma de “esporte”. E ainda achava que era isso mesmo porque “no pain no gain”.

Eu odiava correr.

Daí eu comecei a entender uma coisa: o nosso corpo tem várias “marchas”: diferentes níveis de esforço.

Correr todo treino e toda distância na marcha mais alta que a gente tem é… um erro. Não vai dar certo. É querer arrancar o carro na sexta marcha toda vez. Você vai ferrar seu motor. E não vai sair do lugar. Mesma coisa corrida.

Todo mundo que começa a praticar corrida faz isso. Todo mundo. E é por isso que é tão comum escutar “eu odeio correr”.

Saber correr mais devagar é muito mais difícil para um iniciante do que correr super rápido. Mas dá para aprender.

A grande maioria – na verdade, se você só correr por prazer e saúde, sem querer disputar provas, todas as suas corridas devem ser feitas numa marcha mais baixa: a primeira ou segunda. Pulsação baixa. Só se você quiser se desenvolver no esporte para buscar tempo, você introduz um pouco de corridas em marchas mais altas. Tipo, uns 20% das corridas em esforço maior. Cerca de 80% ainda devem ser em esforço mais baixo (e isso vale até para profissionais).

Easy. Respirando com calma. Se começar a doer qualquer coisa, o seu lado, o seu joelho, qualquer coisa, você está muito mais rápido do que deveria! E aí, o que faz, pára? Não.

Anda.

Esse é outro erro comum de principiante (todo mundo faz – fiz muito): achar que andar é vergonha, ou errado.

Não é. É totalmente parte do treino. Vale para profissionais, amadores, entusiastas, geral. Andar é okay! Tem um tipo de treino mais avançado inclusive que prevê andar e correr: chama “intervalos” ou “tiros”. Você dispara uma curta distância ou tempo, e daí anda, ou trota bem devagar.

Mas para quem está começando: começa trotando. Respirando. Sem pressa.

Espera, eu acabei de dizer para você correr sem pressa?

Yeah.

Exatamente. Aproveita a paisagem. Olha em volta. Se você não consegue notar nada em volta e tá com a visão tunelada, você está muito rápido. Relaxa. Canta alto a música que está no seu headphone. De boas.

Ah, acabou de ser ultrapassado por um jabuti reumático? No stress. Sorria e deseje boa corrida ao jabuti enquanto vê ele passar.

Você não está compressa. Você está curtindo seu corpo em movimento, você está vendo a paisagem, você está cantando sua música favorita. Se não estiver, caminhe. E recomece.

E quando você pensar “hey, isso não é tão ruim/ Não mesmo. Eu poderia fazer isso por um tempo”, pare. Terminou sua corrida.

AHhhhhhh, mas já?!

Exatamente. Com vontade de correr mais? Excelente. É só correr outro dia de novo. E você vai ver que não odeia mais correr… ao contrário. Aposto que vai contar os dias até a próxima corrida.

Mas voltando para as distâncias: já parou para pensar porque uma maratona consiste nesse número bizarro: 42,2km (mais precisamente, 42.195m)?

Tem, como tudo, motivos históricos…

A lenda da origem da Maratona

O ano é 490 antes de Cristo. Dois anos antes o rei Persa Darius I resolveu se vingar das cidades helênicas de Atenas e Eretria. As insolentes cidades-estado haviam apoiado uma revolta contra o Grande Rei, e agora a treta estava vindo até elas.

E a treta era forte. Os comandantes persas vieram conquistando e queimando ilhas, até chegar em Eretria, cercando, derrotando e queimando até o chão a cidade, escravizando quem sobreviveu. Terminado o massacre, os comandantes persas se voltaram na direção do próximo alvo: Atenas.

“Hey, você. Você mesmo, Atenas. Agora é contigo”.

“Danou-se”, pensaram os atenienses, e mandaram imediatamente chamar ajuda de Esparta. Os espartanos declinaram.

“Putz, adoraria enfrentar um exército persa sedento de sangue, mas sabequié? Tá rolando um festival, e eu não queria perder e aí irritar os deuses e tal… fica pra próxima?”

Sem ter alternativa, os atenienses marcharam até uma praia perto da cidade de Maratona, onde os persas iriam desembarcar, em grande número.

A batalha foi feroz, mas os atenienses, mesmo estando em minoria, conseguiram arrancar uma histórica vitória.

Em determinado momento da batalha, um mensageiro (alguns alegam ser o lendário Fidípides) viu um navio persa se destacando da frota e indo em direção a cidade de Atenas. Temendo que o navio mandasse um mensageiro alegando uma falsa vitória forçando a uma rendição de Atenas, Fidípides saiu correndo de Maratona à Atenas, cerca de 40 quilômetros (em subida!), colapsando no fórum da cidade com a notícia: vencemos!

E caiu morto.

Dramático, né? Tanto que, ao organizar a primeira olimpíada da era moderna, em Atenas, os organizadores escolheram uma corrida de 40km como a prova símbolo, uma prova da era gloriosa grega.

A distância só foi fixada em 42.195m na primeira olimpíada de Londres (1908), quando os organizadores estenderam o percurso para ele começar na frente do Castelo de Windsor, e terminar na entrada do camarote real do estádio olímpico.

Quando você tiver morrendo de cansaço nos últimos 2 quilômetros de uma maratona, lembre da querida família real britânica.

Mas voltando para a história do mensageiro… ela só tem um problema. Nunca aconteceu de verdade. É lenda. O que Fidípides fez foi na verdade MUITO mais impressionante. E isso não é lenda.

Ele não correu de Maratona até Atenas. Lembra quando os atenienses foram pedir ajuda para Esparta? Ele era o mensageiro. Esparta fica a 246 km de Atenas. Com uma montanha no meio.

Duzentos e quarenta e seis quilômetros, com uma montanha no meio. E ele correu tudo.

Maratona? Bah. Ele correu a mãe das ultramaratonas.

E não morreu!

Spartathlon, a mãe das ultramaratonas

Não só não morreu, como descansou dois dias e voltou. Isso dá quase 500 km em menos de uma semana. De sandálias. Tome essa, Kipchogue.

Eu acho engraçado que a história verdadeira é muito mais impressionante do que a lenda, mas acho que o feito de Fidípides é tão fantástico que o povo encurtou a distância e ainda matou o coitado na história.

Mas eu acho que ele merece ser conhecido, e nos anos 1980 cinco oficiais da RAF (Força Aérea Britânica) pensaram exatamente isso, e criaram a Spartathlon: uma prova anual baseada no feito, disputada in loco. A saída da prova é na Acrópole ateniense, e a chegada na cidade moderna de Esparta, 246 km depois.

O recordista atual da prova é Yiannis Kouros, corredor grego, que completou em 20h25m. O apelido de Kouros?

Adivinha…

Yeah. Fidípides.

Ah, você pode estar se perguntando: qualé dos gregos que não usavam cavalo, mandava no a pézão mesmo?

Bom, a verdade é a seguinte: seres humanos são muito melhores do que cavalos como corredores de longa distância. Não tô brincando. Nós fomos feitos para correr longas distâncias.

Cavalos são mais rápidos, não me entenda mal. Mas eles resistem menos. Seres humanos têm uma série de vantagens para corridas longas, sendo a maior dela: nós suamos melhor. Ser um macaco pelado tem suas vantagens.

Cavalos só são mais eficientes do que seres humanos para correr longas distâncias se você fizer uma rede de revezamento: quando cavalo não aguenta mais, tem outro descansado esperando para continuar a levar a mensagem. Caso contrário, o cavalo pode disparar na frente, mas 246 km depois (com uma montanha no meio) quem vai chegar primeiro vai ser o grego de sandálias.

Tá vendo: tem hora que ser mais lento é mais vantagem. Respeitem os jabutis reumáticos (e os gregos de sandália).

Curta sua corrida, mesmo que seja bem mais curta do que uma Spartathlon.

Ah, a ultramaratona para a qual me inscrevi é bem mais curta. Meros 60 km, uma voltinha na Ilha de Texel.

60 van Texel: a ultramaratona roots da Holanda

Eu já falei da ilha de Texel no Ducs Amsterdam em post antigo (e até bebia cerveja na época). É uma ilha no norte da Holanda, muito popular como destino de verão entre os holandeses. Com razão: a ilha é linda.

E ela era o local de residência de Jan Knippenberg (Jan se pronuncia Ián, não Jã, e Knip… deixa pra lá. Jan. Vamos chamar ele de Jan).

Jan era um professor de história que acreditava nas pernas dele como meio de transporte. Ele uma certa ocasião, em 1974, saiu correndo de Hoek van Holland (no sul do país) e foi parar… em Estocolmo. O cara foi um pioneiro da ultramaratona na Holanda, e em 1984 ele se mudou para Texel. Lá, inspirado em seus treinos, ele fundou a corrida 60 van Texel, consistindo numa volta na ilha.

Jan infelizmente faleceu em 1995, mas a prova existe até hoje. Eu descobri a prova quando vi seu livro para vender (anda não li), De Mens als duurloper (O ser humano como corredor de resistência), fiquei sabendo do rolê até Estocolmo e por fim, a lendária 60 van Texel. E pensei “já pensou se um dia eu der a volta em Texel correndo?”

Já pensou? Em março de 2022 eu vou saber se consigo ou não.

Seção do leitores: dica de caneta tinteiro brasileira

Depois que falei de canetas tinteiro na edição passada, recebi um email muito bacana da Denise Santos. Ela compartilhou uma página do seu journal, e mandou uma foto da linda caneta tinteiro que ela usa. A tinteiro dela é feita artesanalmente no Brasil, com madeiras típicas pela Oficina Ipê.

Eles trabalham com esferográficas, rollerball e lapiseiras, mas eu sou do time da tinteiro. Olha os modelos deles aqui nesse link..

Muito obrigado pela dica, Denise!


Eu sei que é praxe você ouvir “deixe seu comentário”, mas em geral é um truque nas mídias sociais para gerar engajamento, e assim agradar o algoritmo e gerar mais views. No caso da newsletter, não tem algoritmo medindo. Só eu e você. E meu pedido não é truque de engajamento: se você tiver um comentário, pergunta, dica… manda para mim! E se a pergunta ou dica for escolhida pode sair também aqui na newsletter (eu peço permissão antes).

Mas vamos que tem mais Newsletter ainda…

Pensamento da semana

Uma das revelações que a meditação me permitiu foi entender que eu não sou os meus pensamentos.

Na hora que você percebe que pensamentos vão e vêm, e que é possível observá-los nesse vai e vem… quem está observando?

Isso muda tudo. Você passa a enxergar as histórias construídas na sua cabeça como histórias. “Eu sou ansioso” é um pensamento. “Eu odeio correr”. “eu não tenho jeito para dançar” é um pensamento. E você não é seu pensamento.

Pensamentos são nuvens passando no céu. Você é o céu.

Dica de série na Netflix para começar a meditar

O app de meditação e bem estar Headspace (que eu uso) lançou uma série na Netflix. Os episódios começam explicando a história e conceitos de meditação e terminam com uma meditação guiada onde é ensinado as técnicas básicas. Eu super recomendo. A primeira temporada tem 8 episódios.

Dica de livro

“The Rise of ultrarunners”

Autor: Adharanand Finn

O Adha… Adnar… o Finn é um jornalista britânico e corredor que tem um estilo de escrita fácil e interessante de ler, e consegue te colocar na cabeça de um corredor. No primeiro livro, Running with the Kennyans, ele vai passar seis meses no Quênia com a família, para entender o segredo (ou fatores que possibilitam) a dominância do país nas corridas de longa distância.

No segundo, The Way of the Runner, ele não contente em levar a família, incluindo três filhos pequenos, para o Quênia, resolve dessa vez mudar para o Japão para investigar o fenômeno do Ekiden, a corrida de revezamento de longa distância que é tipo, uma paixão nacional.

O mais legal é que a esposa dele, em vez de dizer “dá pra parar?” responde “eu topo, mas vamos pro Japão de trem”. Sabia que dá para ir do Reino Unido pro Japão de trem? Eu não sabia.

No terceiro livro, Finn agora se aprofunda na crescente popularidade crescente da ultramaratona. ele mesmo é um corredor de rua, e nunca foi atraído pelas distâncias extremas da ultra, mas resolve se tornar um utracorredor para ver como seria. No processo, conta a história e dá um panorama do esporte e seus participantes, o que os motiva, e quais os efeitos, culturais, físicos e psicológicos.

Recomendo qualquer um dos três, ou na verdade, os três livros dele, mas já que estamos no tema, destaco o Rise of the ultrarunners. Infelizmente não achei tradução em português, mas se lê em inglês, vale.

Na Amazon em inglês.

Frase da semana

“O milagre não é que consegui terminar. O milagre é que tive a coragem de começar.”

John Bingham

Caneta: Lamy Al-Star Bronze (limited edition), pena stub de 1.9mm
Tinta: Diamine Inkvent “The Ember”
Papel: Tomoe River no GLP Creations The Author

Música holandesa boa de se ouvir correndo

Elfstedentocht, pt. 1, do grupo Public Service Broadcasting

Sempre me pedem dica de música holandesa, e aqui vai uma. Eu gosto do grupo, que faz música com samples e narrações. Essa em particular conta sobre a Elfstedentocht (veja a edição anterior para saber mais sobre essa corrida épica de 200 km de patinação por canais congelados) de 1963, conhecida como De Hel van 63 (O inferno de 63). Considerada a Elfstedentocht mais difícil de todas, devido a condições climáticas extremas, apenas 10 pessoas terminaram, de quase dez mil participantes. Tem até um filme holandês sobre ela, chamado, claro, De Hel van 63. (Opa, dica extra). E agora uma música, boa para ouvir naquelas corridas que duram para sempre…

Ouça no Youtube
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Obrigado pela sua companhia!

Opa, impressão minha ou essa newsletter foi tipo uma maratona das newsletters? De qualquer forma, cobrimos bastante chão e se você chegou até aqui…. obrigado!

É uma honra e uma alegria compartilhar essa jornada contigo, poder conversar com calma e tempo, sem aquela correria louca de 15 segundos, piscou perdeu, aff…

Respire.

Recomecemos. Sempre dá para recomeçar.

Eu dizia, muito obrigado. Se você quiser e puder apoiar esse meu trabalho alternativo, no fim de toda newsletter tem um botão para você dar uma contribuição (você escolhe o valor), toda vez que você quiser. E se quiser tornar essa contribuição mensal, é possível também (tem uma opção na página do PayPal para isso). Se mora na Holanda, pode também usar o Tikkie nesse link, válido até 8 de março.

Como forma de agradecimento, seu nome vai na newsletter e você também ganha um convite vitalício para os Encontros Virtuais mensais. Teve um sábado passado e foi muito legal. Estou pensando em alguns encontros dar um tema, onde posso falar mais especificamente de um assunto que interesse aos participantes. Me diga o que acha.

E independente disso, você repassar a newsletter para um amigo ajuda demais e é um grande apoio!

Um abraço e até semana que vem!

Daniel – daniduc.net

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