Newsletter do Ducs #11: II encontro virtual Ducs, dica financeira (e mais), estou no Telegram

E aí? Tudo bem contigo?

Wow, a primeira semana de 2021 já começou começando. Cada dia, cada minuto, uma coisa nova, uma crise. tem sido assim por um tempo, né?

Bom, pelo menos aqui na newsletter a gente pode conversar com mais calma (mesmo sobre assuntos sérios e urgentes), e com mais espaço do que 280 caracteres ou 15 segundos de um story que some em 24 horas para ser substituído por outra urgência.

Por exemplo: se você por qualquer motivo não leu as newsletters anteriores, com as dicas e indicações, elas estão arquivadas no blog. Aqui estão os links para as três mais recentes:

E para participar da próxima, coloque seu email aqui:

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Vamos começar. Tem bastante coisa legal: dica financeira, aviso sobre o II Encontro Ducs Virtual, Dica de livro e mais.

Lockdown rigoroso da Holanda deve ser extendido por mais 2 semanas

Para surpresa de ninguém (os números baixaram muito pouco), o governo holandês deve extender o lockdown na coletiva de imprensa amanhã.

O setor de HORECA está desolado (HORECA é como eles chamam o setor de hospitalidade aqui – HOtels REstaurants CAfes – HO RE CA). Diz que com isso vai rolar quebradeira geral. O apoio do governo tem sido insuficiente para cobrir os custos.

Eu do meu cantinho, simpatizo. Com o setor de turismo parado desde 15 de março do ano passado, meu negócio simplesmente desapareceu. O governo ajudou com um salário mínimo por uns dois meses e depois mandou eu me virar. A renda da casa tomou um golpe sério.

O que me salvou foi o controle estrito de orçamento e despesas que eu havia implementado em maio de 2019, como parte da reforma geral da minha vida que iniciei em 2018 depois da cirurgia.

Eu falo bastante de corrida, meditação, alimentação, sono, journal, mas agora vamos falar do controle da grana. faz tudo parte do mesmo pacote “Vida é esporte de resistência”

Dica de app para orçamento

Em maio de 2019 eu contratei uma assinatura do app YNAB (abreviação de You Need A Budget). Pronto, já começou gastando – mas valeu. Valeu cada centavo, e graças ao app eu sei disso.

Tá, vou ser o primeiro a admitir que, apesar de uma interface bonita e inutitiva, o conceito que ele propõe para gerenciar seu dinheiro requer algum ajuste mental.

O YNAB usa um método baseado no “zero base budget”. É tipo o método dos envelopes de dinheiro: você pega todo o dinheiro que você tem e divide em envelopes, marcando onde você quer gastar aquele dinheiro.

(Claro, no caso do YNAB, os envelopes são digitais – categorias).

Então, você só pode criar orçamentos com dinheiro que você já tem. Agora. Não pode colocar dinheiro no “enevolpe” marcado Aluguel se você não tem o dinheiro. “Ah, mas eu vou receber dia 15…”Okay. Quando receber dia 15 você completa o que falta no envelope.

Certo? Você vai distribuindo todo o dinheiro que você tem em envelopes até todo ele estar distribuído.Você não gasta dinheiro que não tem. Se asta dinheiro de um envelope, ele fica vazio até você receber mais (ou desviar de um outro enevlope).

Dessa forma você não gasta dinheiro futuro: está sempre pagando contas com a grana que já está lá.

Claro que isso requer uma organização e aprendizado. Por um tempo, ainda surgem contas que você não tinha planejado, ou esquecido. Mas aos poucos vai ajustando, e criando as categorias, e colocando lá.

E emergências? Elas também tem seus envelopes. Emergências médicas? um envelope, uma quantia todo mês. Manutenção da bike-cargo (não temos carro)? Envelope nela, todo mês uma quantia. Mesmo princípio serve para férias, Natal, aniversários…

Contas fixas tem um target fixo (você configura e ele te avisa quanto falta), contas variáveis tem um teto, e mês a mês você vai preenchendo os envelopes.

Com essa filosofia, não tem milagre. Só sai dinheir que já entrou. Com os relatórios você vê certinho de onde está vindo a bufunfa e para onde está indo a grana (vou esgotar o vocabulário de gírias obsoletas para o faz-me-rir).

Outros benefícios existem: por exemplo, eu mudei algumas contas mensais para anuais, conseguindo desconto bom (o app de meditação que uso, o Headspace, por exemplo, tem plano anual). E ai, todo mês eu separo no envelope do Headspace uma quantia. No fim do ano, quando chega a hora de renovar o plano, eu tenho a grana toda guardada. Na prático, eu consegui uma mensalidade mais barata. A mesma coisa para o Ballet das crianças. Pago o ano que vai ter adiantado, com o dinheiro que juntei no ano que passou. Esse tipo de planejamento dentro do YNAB permite inclusive mais flexibilidade. Se por qualquer motivo eu resolver não renovar o app, por exemplo, eu tenho um ano de mensalidade dele guardado, que posso colocar em outro envelope.

Isso veio bem a calhar em 2020: quando baixou a pandemia e ficou claro que eu iria perder a minha renda, eu zerei o envelope que estava marcado “ferias de verão 2020/Viagem em família” e coloquei os fundos juntados até ali para outras contas mensais.

No começo eu entrava todas as transações de todas as contas manualmente (a integração automática com bancos não funciona na Holanda, por leis de privacidade), mas depois eu descobri um jeito de exportar no meu banco e importar as transações no YNAB. Isso me poupou bastante tempo e trabalho braçal (embora no começo até achei bom, para ficar bem consciente das despesas). Mas mesmo importando, eu ainda tenho que aprovar e categorizar (dizer a qual envelope ela pertence) cada operação.

Okay, tem mais sutilezas do que isso, e alguns contras também (o cartão de crédito é particularmente confuso de entender a implementação) – estou resumindo. Tem muita documentação on-line (em inglês), tanto no site oficial quanto vídeos de usuários, com dicas e truques. A minha ideia não é fazer aqui um tutorial, mas dar uma noção de como eu fiz, o que usei, e como isso salvou nossa pele na hora que o bico pegou e de repente minha profissão deixou de existir e metade da renda da casa sumiu.

Se quiser assinar o YNAB (ele tem um mês de graça) o meu link de referência é esse aqui. Se você usar esse, nós dois ganhamos um mês extra.

Se quiser ler mais sobre o método, começa aqui no site deles.

Esse canal no YouTube tem vários tutoriais – tá um pouco antigo, mas me ajudou bastante.

Dica de tecnologia: Teclado virtual do iPhone pode virar um cursor de mouse

Essa muita gente conhece , mas gosto de repetir, porque muda vidas de quem descobre… Se você estiver no teclado virtual do iPhone, e tentando por o cursos em alguma palavra, e é um inferno de acertar o lugar certo para inserir uma letra, ou apagar um erro, o seu dedo batendo e o cursor indo pra lá, pra cá, para tudo que é lugar menos o certo…

Escreve alguma coisa. Põe o dedo na barra de espaço e apoia. Deixa ele lá por um segundo. O teclado vira um mousepad, e você pode dirigir o cursor para onde quiser, deslizando o dedo por ele.

Se você já sabia, muto bem. Se não, bem-vindo a um mundo novo 😀

Estou no Telegram com um canal

No fim do ano passado (tão bom chamar 2020 de PASSADO), eu instalei o app Telegram, por motivos de… bem, digamos que eu não sou grande fã do Zuck..

Não consegui, claro, abandonar o Zapp, porque isso depende de outras pessoas usarem o Telegram em vez do WhatsApp. Mas tenho alguns contatos lá.

Uma coisa que eu fiz foi criar um grupo de anúncio no Telegram – não é um grupo de discussão – apenas eu posso postar, e quem entra é porque quer receber as minhas mensagens (e apenas elas).

Fiz para testar (nesse minuto só tem a Carla lá, não divulguei ainda). Estou pensando como usar. Tem que ser de uma maneira bacana. A vantagem desse grupo sobre mídias sociais: a mensageem é entregue para todos os membros do grupo (não tem algoritmo escolhendo para quem mostrar a mensagem). Por outro lado, é mais uma maneira de dividir sua atenção e interromper seu dia…

Enfim, se quiser entrar, o link é esse AQUI. Prometo usar com responsabilidade (e assim como a newsletter, você sai a hora que quiser).

Palavra de Holandês: voorstellen

“Voorstellen” quer dizer literalmente “apresentar”, tanto no sentido de apresentar alguém pra outro alguém, quanto no sentido de apresentar uma ideia, ou também no sentido de fazer uma apresentação de teatro, ou apresentar um filme no cinema etc. Então “ik kan me voorstellen dat” é literalmente “eu posso apresentar pra mim mesmo [a seguinte ideia]…”

E existe mais um sentido para essa versátil palavra. Tem uma expressão em holandês que é “Kan ik me voorstellen dat…”, que pode ser traduzido por “posso imaginar que…”, “eu entendo que…”, “pra mim faz sentido que…”

Certo? Daí eu ouço a expressão e imagino a pessoa passando um filminho da ideia dentro da cabeça dela pra ela mesma. Ou seja, pra mim, em holandês, “imaginar algo” é passar esse algo num cineminha mental. Não é legal? Eu acho.

Frase da semana

“Aqueles que conseguem te fazer acreditar em absurdos podem te fazer cometer atrocidades”

Voltaire (mesmo!)

Dica de livro (ficção)

Antes da dica de livro dessa semana, deixa eu avisar que eu reuni as dicas anteriores numa página do blog. Se você perdeu alguma, tá tudo aqui nesse link.. Conforme eu der mais dicas, eu vou atualizando de tempos em tempos.

The Plot Against America (Complô contra a América)
Autor: Philip Roth

Esse é livro de ficção: uma história alternativa onde nos anos 1940 o partido Republicano dos EUA indica um candidato carismático de fora da política com inclinações fascistas. O candidato é eleito por aclamação prometendo evitar a Guerra, e falando contra uma minoria etnico-religiosa, os judeus. Desastre se segue, com apoiadores disfarçando seu anti semitismo como patriotismo. Absurdo e impensável, né mesmo? Ainda bem que é apenas ficção e nada parecido aconteceu na verdade. Ufa! Que. Sorte.

Ah sim: o livro foi publicado em 2004.

O romance é narrado em primeira pessoa por um garotinho judeu crescendo na cidade de Newark, e trata, além dos temas óbvios de anti semitismo, facismo e nazismo, e como uma nação pode ser subvertida de ideais nobres com mentiras constantes, do processo de amadurecimento e passagem da infância para vida adulta.

O livro mistura muito bem personagens históricos reais e mesmo o narrador é uma versão fictícia do autor (com o mesmo nome, inclusive).

Para quem (ainda) acha que nazismo é uma coisa do passado distante, eu gosto de lembrar o seguinte: Anne Frank era 10 anos mais NOVA que a minha avó. A minha avó faleceu em 2019. Minha avó era mais velha que Anne Frank. Yeah.

Enfim, bom livro, minha primeira leitura de 2021. Recomendo.

Na Amazon em português.

Agora algo mais leve: Novo filme dos Beatles em 2021

Esse ano o diretor Peter Jackson irá lançar um filme/documentário chamado The Beatles Get Back, mostrando o conjunto gravando o álbum Let it be. Ou seja, ele está refazendo o Let it Be (filme), que foi lançado nos anos 70 e depois foi retirado de circulação (e olha que ele chegou a ganhar um Oscar). O filme era bem deprimente, mostrando o conjunto em atrito constante, tensão e conflito, bem perto de sua dissolução.

Well, Peter Jackson resolveu pegar mais de 50 horas de imagens da época, recuperar e re-editar. E em dezembro passado, ele soltou uma pequena prévia do trabalho…

Edição é tudo. O clima é totalmente outro! Se você osta dos Beatles e quer alegrar seu dia, veja (ou reveja) 5 minutos dos Beatles sendo bobos, se divertindo e fazendo música:

II Encontro VIrtual Ducs

Esse sábado vai rolar o II Encontro Virtual Ducs, com os apoiadores da newsletter de janeiro. Como 1. Pandemia e 2. Pessoas em continentes diferentes, vai ser feito via Google Meeting em vez de ao vivo (lembra quando a gente podia se ver ao vivo?)

Anyways, está marcado para esse sábado dia 16/1/21, as 20h15 de Amsterdam (isso dá 16:15 de Brasília). Se você apoiou a newsletter esse mês, deve receber o convite (se é que já não recebeu) no seu email. Se não receber até sexta, me avisa porque pode ser que tenha ido parar no spam, ou pode ser que seu email no PayPal não seja seu principal (dá uma olhada lá).

(Para apoiar a newsletter, tem um botão no fim desse email).

Obrigado pela sua companhia!

E com Beatles tocando e um encontro marcado, eu vou encerrando a newsletter #11. Claro, aproveito para agradecer sua companhia, seu apoio e por ter lido até aqui! Quem disse que ninguém mais lê na internet?

Ah, por falar em apoio: eu estou colocando o nome dos apoiadores do mês corrente ao fim de toda newsletter. Se você preferir que apareça seu nome completo, me manda um email (ou se preferir que seu nome não apareça de maneira nenhuma, me avisa também). De outra forma, colocarei seu primeiro nome e iniciais do sobrenome. Combinado?

De novo, muito obrigado e, ou, se não der dessa vez, até sábado, ou até semana que vem!

Um abraço

Daniel – daniduc.net

(Apoiar Newsletter em janeiro)

Quero agradecer em especial os apoiadores de janeiro

Fernanda R.
Kely H. P.
Susan Karpinscki (e um abraço também para o Flávio)
Camila M. P. G.
Camila G.

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