Newsletter do Ducs #10: inaugurando o ano com montes de dicas

E aí? Tudo bem contigo?

Hey você sobreviveu a 2020 – parabéns! Bem vindo a 2021, e que seja um ano de recuperação.

Antes de começar a newsletter, vamos manter a tradição e colocar o link para as três mais recentes:

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Beleza. Agora vamos para a primeira edição da newsletter em 20201.

Amsterdam vai começar a vacinar essa semana

Uma boa notícia para começar o ano: essa semana começam as vacinações em Amsterdam. A Holanda deu um certo vacilo e foi pega sem um plano para as vacinações, ficou incerta sobre quem ia receber quando qual vacina, mas parece que deram um corre na virada do ano e vão finalmente começar.

Os primeiros da fila são profissionais de saúde na linha de frente, e as vacinações começam no hospital Amsterdam UMC (que por coincidência foi o hospital que atendeu o meu amigo na emergência em dezembro.)

O UMC vai ser o centro de coleta e distribuição (mas não necessariamene aplicação) das doses para Noord-Holland e Flevoland, que vão receber 4800 doses iniciais. Também achei pouco, mas essa leva é somente para o pessoal de saúde.

Bom, ainda estamos longe de contar com temporada de tulipas e viagens livres (bem longe – os casos ainda não estão abaixando apesar do lockdown rigoroso adotado no fim do ano passado), mas é um começo.

A essa altura eu aceito um começo, né não?

(Fonte da notícia, em Holandês, tá na AT5)

Dica de tecnologia: deixando o Mac mais rápido (talvez funcione para PC)

Hoje começaram as aulas (os saguis têm duas semanas de férias entre natal e ano novo), e com as escolas fechadas, tá tudo online. Com dois saguis, ativamos os macs antigos aqui de casa.

(Em casa rola o ecossistema da Apple).

Por sorte, eu descobri uma coisa que deixou os Macs todos mais rápidos. Aliás, tão rápidos que parecem que receberam um upgrade. Até meu iMac de 2009 (!) voltou à ativa, depois de um bom tempo encostado por estar inusavelmente lerdo.

A gente removeu o Chrome. A sério. Uma pessoa identificou que ao instalar o Chrome (bom, qualquer programa do Google, mas a gente só tinha o Chrome), ele instala também um programa para “atualizar” os apps googleanos. Só que esse programa se esconde no sistema e come, mas detona memória e processamento.

O nome desse malandro é Keystone, e ele se enfronha no sistema, não é só deletar o Chrome. Tem que fazer uma faxina. O procedimento está aqui!

Eu fiz, e deu certo em todo Mac que testei. A diferença é chocante.

Ah, você odeia o Safari e o Firefox, e quer um browser no estilo do Chrme? tenta o Brave. É bem leve e bom. Baixa aqui.

Eu não sei se Keystone faz esse estrago no PC ou se é um problema na programação para Mac, ou sequer se ele se instala no PC. Mas sei lá… tenta.

Eu sei que entre o Safari, Brave e Macs mais rápidos, eu não to sentindo falta alguma do Chrome.

Dicas de filmes e quadrinhos: influências do Mandalorian

Aproveitando as férias forçadas (quarentena de COVID + lockdown), eu terminei de assistir Mandalorian. Eu acei tão demais o último episódio da segunda temporada (sem spoler), e a série como um todo (todos os 16 episódios, somando as duas temporadas) que convenci a Carla a assistir, só para eu poder comentar com ela.

(A Carla curte Star Wars, mas ficou decepcionada – com razão – com os filmes novos da Disney).

Mas espera, a dica não é mandalorian (embora, vá lá, se não viu, recomendo, obviamene). As dicas são das referências que a série chupinh…. uh… “se inspira”.

Western Spaghetti

Primeiro, claro, Western Spaghetti, os filmes de faroeste feitos na Italia nos anos 60, de onde saíram lendas como o diretor Sergio Leone e o compositor Ennio Morricone, e lançou Clint Eastwood para o estrelato internacional. Mandalorina é descaradamente um Western Spaghetti no espaço, e se você gosta de um, grandes chances de gostar de outro.

Se ainda não conhece, comece com o clássico Per un pugno di dollari (Por um punhado de dólares, 1964, direção Sergio Leone) e veja se o Pistoleiro sem Nome não é o próprio Mando rolando por Tatooine

Outro clássico do gênero e um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, é o absolutamente genial Il buono, il brutto, il cattivo (Três homens em conflito, de Sergio Leone, 1966). Eu ainda hoje irrito a Carla com citações aleatorias de diálogos do filme. Aposto que o Jon Favreau (criador do Mandalorian) faz o mesmo com a esposa dele.

Akira Kurosawa

Continuando nas referências cinematográficas do Mandalorian temos, claro, Kurosawa. Quando Mando não está no velho oeste de Sergio Leone, ele está no Japão feudal de Akira Kurosawa. A referência é tão óbvia que o episódio 4 da primeira temporada da série é basicamente o enredo recontado de Shichinin no Samurai (Os Sete Samurai, de Akira Kurosawa, 1954). Se não voi esse clássico… mentira, você já viu, nem que seja indiretamente. É um dos filmes mais amplamente citados, parodiados, copiados e recontados de Hollywood. Da Pixar (Vida de Inseto) ao Mandalorian, passando por clássicos do faroeste como Sete Homens e umdestino, e todo e qualquer filme que se baseia no princípio de “reuna um time para combater uma ameaça” (certo, Marvel e seu MCU?), geral copiou (“influenciou-se por”) esse filme.

E nào de agora que Star Wars está usando os Sete Samurai, claro, o próprio Lucas adaptou loucamente já para o original de 1977, enfim. Yoda é o Kurosawa, segundo o próprio Lucas. Ver os Sete Samurais, você deve.

O Lobo Solitário

Mas a referência mais próxima do Mandalorian é na verdade uma série de quadrinhos japneses (Manga) dos anos 70. Kozure Ōkami (O Lobo Solitário de Kazuo Koike e Goseki Kojima, 1970). A história conta de um rōnin (samurai sem mestre), ex- executor do Shogun que cai em desgraça e vaga pelo Japão feudal empurrando o carrinho de nenem com seu filho, pegando missões em troca de recompensas (mas que ajudam as pessoas também). Uh, tá reconhecendo, né?

Ele fala pouco, é imbatível no combate, apesar de praticamente fora da lei tem seu código de honra, e cria e protege seu filho que não diz uma única palavra.

Ceeerto…. então, se você não quer esperar até o fim do ano por mais episódios de Mandalorian, caça esse quadrinho (a última vez que foi publicado no Brasil deve ter sido pela Panini em 2005-20060. Eu tenho a série completa e um dos projetos meus para esse ano é reler do começo ao fim. Estou no volume 2.

Os desenhos são absolutamente lindos também.

Perguntas e respostas #2

“A pergunta é: quando vc foi morar em Amsterdam, o que mais te surpreendeu no país?”- Vera Schmitz

Oi Vera. Quando cheguei na Holanda em 2007, era a minha primeira vez fora do Brasil. Foi um tremendo choque!

(Quem leu a história das recompensas Ducs sabe bem)

Sim, eu sai do pais pela primeira vez já com malas de mudança, sem nunca ter sequer visto esse negócio de “exterior”.

Mas o que mais me surpreendeu, o que me fez me apaixonar instantaneamente pela cidade de Amsterdam, que me fez ter certeza de que ali era meu lugar, e não, não iria voltar, assim nuncaso de amor à primeira vista (que dura até hoje) foi… a dimensão humana da cidade.

Os prédios não eram altos, as pessoas andavam a pé e de bicicleta por toda parte, os canais eram habitados e trafegados, verdadeiras ruas líquidas, as pessoas eram donas da cidade. A cidade era feita para as pessoas – não para os carros, não para os prédios, nem sequer para grandes monumentos de dimensão super humana (Amsterdam não tem monumentos tipo uma Torre Eiffel, um Cristo Redentor, um Coliseu, Big Ben, Estátua da Liberdade). Era uma cidade habitável… por pessoas. Eu vi, na verdade mais senti do que vi, andando pelas ruas logo nos primeiros dias, e isso me rupreendeu e me cativou, e falei… “ah pronto. Achei”.

E aqui estou até hoje.

Se quiser, manda você também uma pergunta para essa sessão. Sempre que der eu vou por uma resposta. Quero ver mais você partiipando da newsletter. Só responder esse email.

Frase da semana

“Seja o qual for seu objetivo na vida, a qualidade da jornada deve ser mais importante do que aqueles momentos passageiros nos quais você parece ter chego ao seu destino. Porque a maior parte da sua vida é a jornada. A maior parte da sua vida é o processo de resolver problemas. A sua vida não é, e nunca vai ser, a condição de aproveitar a total ausência de problemas. Você sempre vai ter algo a fazer. Então o estado de mente com o qual você faz essas coisas é o que determina sua qualidade de vida. Acima de tudo há um erro que vai lhe custar muito caro cometer: você não pode esperar até resolver os seus problemas para ser feliz”- Sam Harris.

Dicas de corrida no Frio

Quando eu comecei a correr, em 2018, era praticamente inverno em Amsterdam. Eu saia de manhã bem cedo (antes das seis), sensação térmica negativa e corria. Corri na chuva, na neve, no vento, corri com a lua cheia e com eclipse lunar, e posso dizer que corri não só no frio, mas com frio. Bastante.

O que eu aprendi (pela dor) sobre correr na friaca intensa de Amsterdam eu conei num post aqui,

Obrigado pela sua companhia!

E acho que tá bom pela semana né? Sempre sobra assunto, mas isso é bom, porque o que não falta é newsletter para mandar 😉

Quero aproveitar para agradecer seu apoio até aqui e sempre.

Ano passado foi desafiador, mas foi em 2020 que fiz a mudança de formato, focada totalmente no leitor (você), em vez de ficar gastando tempo entando comnvencer os algoritmos de mídia social e robos sites de busca a te mostrar o que eu crio. Quem decide o que você vê é você – mas tem toda uma indústria determinada a tirar, ou ao menso manipular, essa escolha de você.

Não vamos deixar. Vamos juntos nessa luta, e já que os robôs não vão me divulgar, vamos mostrar para eles que o boca a boca ainda é a melhor divulgação, e nada supera a recomendação de um ser humano que entende o que vê.

Obriado e…

Um abraço

Daniel – daniduc.net Apoiar Newsletter em janeiro

Quero agradecer em especial os apoiadores de dezembro

Vinícius P.
Sofia M.

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